ARAUTOS DA RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ

Desde o dia 7 de fevereiro de 1991, Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Amantíssimo Coração de São José,o Divino Espírito Santo, os Santos e os Anjos, aparecem frequentemente na cidade de Jacareí-SP, Brasil, ao Vidente Marcos Tadeu Teixeira, e fazem a humanidade um último apelo à conversão.

“DEUS está visitando a Terra nestes últimos tempos nas Minhas Aparições, de uma forma nunca vista! Está perto de vós... Está ao alcance de vossos corações! Ele vem como o Rei de Majestade, mas a Sua voz é como a de um pobre peregrino; que pede um pouco de amor, que pede um pouco de atenção, que pede que entregueis as vossas vidas completamente a Ele... Não defraudeis o SENHOR! Não o decepcioneis fugindo dEle, fugindo de Sua vontade ou do plano que Ele tem para vós! As Minhas Aparições são o último chamamento que o SENHOR faz para vós! Atendei ao Seu chamado, escutai a voz do SENHOR que vos chama em cada palavra de Minhas Mensagens! "(Nossa Senhora, Jacareí-SP, 2007)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

27 de fevereiro de 2010

 Mensagem do Anjo São Manuel
 
“- Marcos, a Paz. Hoje venho mais uma vez dar-vos a Minha Paz e dizer-vos: rezai, rezai, rezai. A oração é a salvação do mundo. A oração é a salvação das vossas almas. A oração é o único meio de alcançardes a Paz. A oração é a única estrada para chegardes at...é DEUS. Neste tempo santo, rezai mais, sobretudo o Terço das Lágrimas da Mãe de DEUS e o das Lágrimas de São José, pois o Senhor DEUS Onipotente está disposto a derramar copiosas Graças sobre todos os que rezam estes Terços e também deseja tocar o coração de muitos pecadores, reconduzindo-os ao caminho do bem e da salvação. Por isso, rezai muito. Eu, Manuel, juntamente com todos os Anjos de DEUS, estou ao vosso lado para rezar convosco e vos guardar sempre. Nosso Senhor Jesus Cristo vos conhece pelo nome e sabe tudo o que vós precisais. Por isso, nos momentos difíceis e de confusão, não tenhais medo, pois ELE cuida de vós e sempre Nos envia, a Nós, os Seus Anjos Santos, para vos guardar e ajudar. A todos, neste momento, Eu abençôo com AMOR e cubro com o Meu Manto. A Paz a todos. A Paz, Marcos.”

domingo, 26 de fevereiro de 2012

26 DE FEVEREIRO DE 2012

CENÁCULO DA FESTA DOS PASTORINHOS DE FÁTIMA – OS VIDENTES LÚCIA, FRANCISCO E JACINTA.
MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ
COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA

Marcos: “-Sim... (pausa) Rezarei... Sim...”

MENSAGEM DE NOSSA SENHORA RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ “-Meus filhos amados, hoje novamente, convido-vos a abrirdes o coração para o Meu Amor nesse tempo de conversão e de penitência que para vós deve ser: de aumento da fé, de aumento da oração, do amor nas vossas almas e uma volta mais perfeita, mais decidida e mais completa para Deus, para o Seu Amor, para a Luz da Sua verdade.

Vinde ao Meu Coração! Abri as portas dos vossos corações ao Meu e derramarei nos vossos corações um oceano de amor, de paz, de graças e de luz que vai transformar a vossa vida num grande, belo e maravilhoso jardim: de alegria, beleza e santidade onde todas as flores das virtudes crescem e se desenvolvem todo o dia.
O Meu Coração vos ama tanto! A cada dia que passa vos amo mais!Quando os vossos corações estão cansados, desanimados, aflitos e abatidos, então é que eu Me torno ainda mais presente, mais próxima, mais atenta a todas as vossas dores, a todas as vossas aflições. E como Mãe inclino-Me sobre vós, sobre as vossas almas para vos ajudar, para vos amparar, para vos reerguer e para vos fazer cada vez mais ir avante, crescer no amor de Deus, crescer na graça de Deus.

MEUS FILHOS, EU, NESTE TEMPO PEÇO A VOCÊS PARA REZAREM AINDA MAIS O TERÇO DAS MINHAS LÁGRIMAS, POIS ATRAVÉS DELE QUERO FAZER NAS VOSSAS ALMAS GRANDES COISAS, DÁ-LHO A CONHECER O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL E O MAIS POSSÍVEL A TODOS OS MEUS FILHOS PARA QUE ELES POSSAM VALER-SE DESTA ORAÇÃO PODEROSA QUE EU DEI À MINHA FILHINHA AMÁLIA AGUIRRE. PARA QUE ASSIM OS MEUS FILHOS POSSAM SAIR DO PECADO, RECUPERAR A GRAÇA DE DEUS, VOLTAR PARA O AMOR DE DEUS E ENTÃO VENCEREM SATANÁS NAS SUAS PRÓPRIAS ALMAS, NAS SUAS VIDAS E ASSIM EU POSSA TAMBÉM VENCER SATANÁS NO MUNDO TODO.

EU CONTO CONVOSCO APÓSTOLOS DAS MINHAS LÁGRIMAS, MENSAGEIROS DAS MINHAS LÁGRIMAS, PARA LEVAREM O TERÇO DAS MINHAS LÁGRIMAS E TUDO AQUILO QUE EU REVELEI À MINHA FILHINHA AMÁLIA AGUIRRE AO CONHECIMENTO DE TODOS O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL!

Por isso filhinhos:

REZAI, TRABALHAI, LUTAI!
Os Santos Anjos, os Santos do Paraíso e Eu mesma estou lutando convosco também. Aqui neste Lugar Sagrado, eleito por Mim, onde o Meu CORAÇÃO IMACULADO realizou e realiza tantas coisas maravilhosas em vós, Eu Sou glorificada, Sou amada como nunca antes. E em vós Me comprazo, por isso filhinhos ficai contentes e felizes que a Mãe do Céu está tão consolada e satisfeita convosco.

Ide em frente! Não pareis! Ide sempre mais longe levando o Meu Amor a todos os Meus filhos que ainda não Me conhecem. Eu estarei convosco nesta santa missão e a todos neste momento abençôo generosamente deFÁTIMA, de SAN DAMIANO e de JACAREÍ...

Ide em Paz Meus filhos amados, deixo a Minha paz a todos vós a quem tanto amo e especialmente a ti Marcos, o mais esforçado e dedicado dos Meus filhos.”
(Grande pausa)
MARCOS: “-Até breve...”
"Os Escravos tocam os sinos, reverenciando a subida da Celestial Rainha e Mensageira da
Paz com Santa Gertrudes ao Céu, termina a Aparição, os peregrinos presentes
aplaudem em gratidão."

26 de fevereiro de 2012.

 Mensagem do Amantíssimo Coração de São José;  "Meus filhos, hoje Eu vos abençoo com o Meu Amor e vos aperto ao Meu Coração. Assim como a Arca foi um refúgio para Noé e sua família, e assim foram salvos do Dilúvio, assim também o Meu Amantíssimo Coração será o vosso Refúgio nestes tempos de apostasia e de maldade. Por isso, vinde a... Mim que quero guardar-vos todos no Meu Coração para dar-vos sempre mais Consolo, Força, Amor e Paz. Por isso, Meus filhos, não percais mais tempo com as coisas vãs e consagrai-vos totalmente a Mim para serdes Meus e viverdes Comigo e por meio de Mim sempre. A todos abençoo com Amor neste instante. A Paz.”

sábado, 25 de fevereiro de 2012

24.02.2012. Mensagem de São José

Mensagem de São José dada durante a Hora do Sagrado Coração de Jesus
 
“-Marcos, hoje o Meu Amantíssimo Coração te abençoa novamente e te diz Meu filhinho predileto: avante! Leva a todos os Meus filhos sempre mais a Minha Mensagem de Amor e de Paz. Por meio de ti, estou preparando o Meu ...Reino de Amor nos corações e estou sempre mais fazendo entrar nos corações a Luz do Meu Coração que põe fim a toda a treva de pecado. Por meio de ti, Marcos, eu dei ao mundo a Medalha do Meu Coração que fará com que as almas sintam a necessidade de amar e de reparar os Nossos Três Sagrados Corações Unidos e assim formaremos para Nós no mundo inteiro um grande exército de almas santas que viverão cada vez mais no nosso Amor e na nossa Amizade. Segue em frente Meu filho, e que todos os Meus filhos se levantem para ajudar-te nessa santa missão, pois para todos eles já está preparada a recompensa na Eternidade e a Coroa da Glória Eterna. Peço também que propaguem sempre mais a Medalha que a Senhora das Lágrimas deu à Nossa filhinha Irmã Amália Aguirre, e que com tanta perfeição e beleza tu fizeste Marcos, seguindo fielmente o modelo a ela mostrado. A todos os que usarem e propagarem esta Medalha Nós guardaremos em todos os momentos e especialmente protegeremos suas almas das perigosas tentações deste tempo mau em que viveis, e vos guiaremos sempre mais pelo caminho da santidade. O demônio ficará paralisado diante Dela e não poderá vos fazer mal. Deixai as coisas do mundo porque elas não são para vós. Vós fostes unicamente criados para as Coisas Celestes e a Elas deveis buscar. Rezai mais Terços das Lágrimas pela salvação das almas. Menos perda de tempo e mais oração para salvar os pecadores. Com este poderoso Terço que contém os Tesouros das Lágrimas de Maria Co-Redentora da humanidade vós ajudareis a salvar muitas almas. A todos hoje abençoo com Amor e especialmente a ti, Meu Amado Marcos, servo fiel em quem encontro todo o Meu consolo, toda a Minha alegria!”

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

19.02.2012 - MENSAGEM DO ARCANJO SÃO GABRIEL

 

 


JACAREÍ, 19 DE FEVEREIRO DE 2012

CAPELA DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ – SP – BRASIL

CENÁCULO DA COMEMORAÇÃO DO 13º ANIVERSÁRIO DO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ SP BRASIL

MENSAGEM DO ARCANJO SÃO GABRIEL

COMUNICADA AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA


MARCOS: “-Para sempre sejam louvados Jesus, Maria e José!”

MENSAGEM DO ARCANJO SÃO GABRIEL


“-Amado Marcos... Amados irmãos Meus! Eu, GABRIEL, servo do Senhor e da Virgem Santíssima venho novamente hoje abençoar-vos e dar-vos a Paz!
Eu Sou o ANJO DA FORTALEZA, da Fortaleza de Deus, é a Minha missão fortalecer-vos todos os dias no combate que tendes que travar contra o demônio, contra os pecados do mundo, contra vós mesmos, contra a vossa inclinação ao mal, contra o vosso eu corrompido. Por isso, estou mais perto de vós do que nunca nestes tempos maus em que viveis, mas que também são tempos de graça inaudita, imensa e vós sois convidados hoje pelo Senhor, pela Mãe de Deus por meio de Mim a serdes fortes no combate contra as forças do mal, contra o mundo e vós mesmos!
Sede fortes no combate contra o vosso eu corrompido negando a vós mesmos, ao vosso próprio eu, tudo o quanto Ele quer e solicita, seguindo pelo caminho da penitência, do desprezo do mundo e de vós mesmos e caminhando sempre mais pela estrada da docilidade, da mortificação interior, da renúncia que vos faz ser verdadeiramente livres de todas as correntes e grilhões que vós carregais em vossas almas. E assim vós caminhais no caminho do Senhor, no caminho da santidade, no caminho da Mãe de Deus com passo firme, decidido e veloz todos os dias crescendo sempre mais na perfeição espiritual.
Sede fortes no combate que tendes que travar contra o mundo,contra as suas más modas, maus preceitos e maus costumes. Para que assim, seguindo pelo caminho de Cristo e não pelo caminho largo e espaçoso da perdição onde a maioria entra, vós verdadeiramente possais seguir todos os dias pela estrada do cumprimento da Lei do Senhor, do Evangelho, da Palavra Divina, das Mensagens que Aqui o Céu inteiro vos deu de modo tão admirável e tão grande. E assim todos os dias da vossa alma saiam raios de luz, raios de santidade para iluminar este mundo envolto em trevas e da vossa alma verdadeiramente possa se levantar o hino do perfeito amor ao Senhor, à Mãe de Deus para maior glória do nome do Senhor e da Santíssima Trindade.
Sede fortes no combate que tendes que travar contra o demônio,Nosso grande adversário, adversário do Senhor e de Maria Santíssima refutando todas as tentações que ele vos sugere opondo aos vícios que ele vos apresenta as virtudes. Para que assim, todos os dias, crescendo sempre mais em boas obras, em pureza em humildade, em generosidade e amor, vós possais junto Comigo, junto com a Mãe de Deus esmagar a cabeça deste cruel, deste pérfido inimigo.
Eu, GABRIEL, estou a vosso lado para vos ajudar em todos os momentos, quando vos sentirdes fracos, sem forças vinde a Mim e Eu vos consolarei, vos ajudarei e fortalecerei pela oração profunda, pela união profunda das vossas almas Comigo, Eu vos comunicarei a Minha própria força, a Minha própria fortaleza e vos farei crescer sempre mais no amor do senhor, na Sua graça, no cumprimento exato dos Seus mandamentos, na obediência sempre mais perfeita à Mãe de Deus.
Eu conheço todas as vossas fraquezas, conheço todas as vossas misérias e sei muito bem onde o adversário vos atinge para vos fazer cair. Sei das vossas fraquezas uma por uma e vejo quando estais deslizando para o pecado antes mesmo que vós vos deis conta disso. As armadilhas que Satanás, que o mundo apresenta para vós são identificadas por Mim antes mesmo que vós vos apercebais disso. E é por isso que Eu posso e muito ajudar-vos a escapar das ciladas de Satanás, do mundo e da vossa própria miséria pessoal.
Eu quero ajudar-vos cobrindo-vos com Minhas asas, cobrindo-vos com o Meu manto, com a Minha proteção, para tanto, peço-vos amor, docilidade, oração. Rezai mais Comigo e por meio de Mim, entregai-vos docilmente nas Minhas Mãos para que Eu possa sempre mais todos os dias revestir-vos de BONDADE, de FORTALEZA, de PUREZA, de AMOR.
Eu, GABRIEL, trago-vos todos os dias do Céu a graça do Senhor e levo vossas orações também para apresentar diante do TRONO DOS SAGRADOS CORAÇÕES UNIDOS. Vós deveis todos os dias amar-Me mais, passar mais tempo Comigo em oração e, sobretudo, deixar-vos formar por Mim. No momento de tentação, no momento de fraqueza, se vós tirardes o vosso olhar de vós mesmos, daquilo que o vosso eu corrompido quer, solicita, das sugestões que o maligno vos apresenta e fixardes o vosso olhar em Mim, Eu prometo dar-vos forças para que resistais as ciladas de Satanás, se tiverdes caído voltai a Mim o mais depressa possível, para que Eu vos leve até o Senhor e vos reconcilie com o Senhor.
Então Eu tornarei as vossas almas cada vez mais fortes, mais próximas, mais unidas com o Senhor, de forma que pouco a pouco vencereis todas as vossas fraquezas. Eu quero estar ao vosso lado para vos ensinar todos os dias a dizer não a vós mesmos e sim à vontade de Deus. Eu vos ensinarei o que é a VERDADEIRA RENÚNCIA que leva á FORTALEZA ESPIRITUAL, que é o CONTINUAMENTE DIZERDES NÃO À VOSSA VONTADE E SIM Á VONTADE DIVINA. Eu vos ensinarei que a verdadeira renúncia nasce de um coração amoroso pelo Senhor, de um coração que ama mais o seu mestre do que a si mesmo, que ama mais a sua Mãe do Céu do que a si mesmo. Eu vos ensinarei que a verdadeira renúncia brota do coração que não se busca a si mesmo na oração, mas busca a vontade de Deus e essa perfeita renúncia vos levará à VERDADEIRA FORTALEZA que consiste em ser senhor de si mesmo, senhor de suas emoções, sentimentos, desejos e pensamentos e que faz com que a alma verdadeiramente se torne uma torre de marfim, uma torre forte como era a própria Santíssima Virgem, São José e foram tantos Santos, como Nós mesmos os Anjos fomos no momento do teste de fidelidade ao qual o Senhor nos submeteu no início da Criação.  E Nós amamos o Senhor mais do que a Nós mesmos, por isso nos conservamos fiéis a Ele, enquanto que os Anjos que quiseram amar-se a si mesmos como Lúcifer mais do que a Deus caíram e foram banidos pelo Senhor do Céu. Nós somos portanto, modelos de fidelidade a vós, Nós os Anjos do Senhor e essa fidelidade Eu quero ensinar, Eu quero comunicar a cada um de vós.
VINDE A NÓS E VÓS VOS FORTALECEREMOS! VINDE A NÓS E NÓS VOS TORNAREMOS TÃO FORTES QUE COISA ALGUMA VOS PODERÁ VENCER!
Continuai com a HORA DOS SANTOS ANJOS todas as Terças-Feiras com fidelidade, por meio Dela e Nela Nós vos fortaleceremos e vos tornaremos invencíveis na , no AMOR, na SANTIDADE, na GENEROSIDADE.
ESTE LUGAR SANTO ESCOLHIDO POR NÓS OS SANTOS ANJOS PARA SER A NOSSA MORADA, NOSSO SEGUNDO CÉU É PARA VÓS UMA FONTE INESGOTÁVEL DE GRAÇAS, DE PAZ, DE FORTALEZA. VINDE AQUI E NÓS VOS DAREMOS A PROVAR TODAS ESSAS GRAÇAS!
A todos neste momento abençôo generosamente com amor.”
(Grande Pausa)

MARCOS: “-Sim, muito obrigado! Eu vos agradeço de todo o meu coração amado São Gabriel! (Grande Pausa) Até breve...”

"Os Escravos tocam os sinos, reverenciando a subida DO ARCANJO SÃO GABRIEL ao Céu.
Termina a Aparição, os peregrinos presentes aplaudem em terna gratidão."


CARNAVAL: VÔMITO E ESTERCO DE SATANÁS

REZEMOS O ROSÁRIO E AS OUTRAS ORAÇÕES ENSINADAS  NO SANTUÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ PARA DESAGRAVAR OS SAGRADOS CORAÇÕES.
 

É MENTIROSO aquele que diz que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA 
Carnaval é tempo dos espetáculos profanos, dos bailes de mascarados, das danças e orgias que se multiplicam nas vésperas da Quaresma, mormente nos três dias antes da Quarta-feira de Cinzas. Perder tempo, exagerar as despesas, fazer da barriga seu deus, fingir que está alegre, encher a alma com imagens e pensamentos indecentes, avivar o fogo das paixões, atirar-se de caso pensado aos maiores perigos... não será isto diretamente oposto ao Cristianismo que prescreve o bom uso do tempo, prudente economia, a temperança, a vigilância nos sentidos, a mortificação das paixões e a fuga dos perigos? Deixam após si, estes dias de pecados: tantas vítimas de impureza, de embriaguez e milhares de famílias na vergonha e na miséria.
Quisera a Igreja Católica preparar seus filhos à penitência, e por isso lhes lembra, nesta fase, os sofrimentos de Jesus Cristo. Não negará esta boa Mãe, aquele que passa estes dias na dissipação? Com que cara podem católicos assim dizer-se discípulos de Cristo e filhos da Igreja Católica, que sempre condenou tais desordens? Não digam que não fazem mal! Será pouco mal esbanjar tempo e dinheiro, estragar a saúde, expor a honra e a inocência a perigos onde tantas vezes naufragam? Não se desculpem com a necessidade do descanso: estarão, porventura, bem descansados no dia seguinte? Serão descansos, divertimentos que arruínam a saúde do corpo e da alma?
Fugi, católicos, de tão perigosos passatempos! Seja vosso gosto trabalhar, combater e sofrer com Jesus Cristo, neste mundo, para, com Ele, gozar eternamente no Céu. Quem pula carnaval grita: SOLTA BARRABÁS eCRUCIFICA JESUS CRISTO.
O CARNAVAL é a festa do demônio e o desfile do inferno.

O CARNAVAL é a festa do nudismo e da bebedeira.

O CARNAVAL é a festa da prostituição e da destruição das famílias.
O CARNAVAL é a festa da fornicação e da exaltação do homossexualismo.
O CARNAVAL é a festa das drogas e do assassinato.
O CARNAVAL é a festa do barulho.
O CARNAVAL exalta o mal e ridiculariza o bem.
O CARNAVAL é a festa do pecado. Nela, o demônio laça milhões de almas para o seu exército.
Nessa festa do inferno, milhares de crianças perdem a inocência e milhares de jovens perdem a virgindade.
Ai daquele que PROMOVE o CARNAVAL! Melhor seria se não tivesse nascido! “... ai do homem pelo qual o escândalo vem!” (Mt 18, 7).
Os SANTOS e o CARNAVAL
Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo, agora?” (Escritos Espirituais).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Francisco de Sales dizia: “O carnaval: tempo de minhas dores e aflições”.  Naqueles dias,  esse santo fazia o retiro espiritual para reparar as graves desordens e o procedimento licencioso de tantos cristãos.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de:“Colheita do diabo”.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto, os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles o trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer e por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado...” (Carta 162).
Católico, diante do escrito acima, pode-se dizer que o CARNAVAL é uma BRINCADEIRA? Não! Ele é realmente a FESTA de SATANÁS.
CATÓLICO, não FIQUE de BRAÇOS CRUZADOS, mas PROTESTE contra essa FESTA do DEMÔNIO!
Savonarola e o protesto contra o carnaval
Conta-se que, em represália aos excessos do carnaval florentino, organizou Savonarola em 1496 uma procissão de 10.000 jovens, que desfilou pelas ruas principais da cidade cantando hinos religiosos de penitência. Chegando a uma praça, onde se erguera uma grande pirâmide de livros maus, recolhidos com antecedência, a um sinal dado, colocaram-lhes fogo. Ao mesmo tempo soavam as trombetas da “Signoria”, repicavam os sinos de São Marcos e a multidão prorrompia em aclamações. Encerrou-se a função com uma missa solene no meio da praça, onde foi erguido um grande Crucifixo.
Será que os Excelentíssimos senhores Bispos e os Reverendíssimos senhores padres fazem o mesmo hoje? Será que possuem essa coragem e convicção? 
São Pedro Claver e o carnaval
Um oficial espanhol viu um dia São Pedro Claver com um grande saco às costas.
— Padre, aonde vai com esse saco?
— Vou fazer carnaval; pois não é tempo de folgança?
O oficial quer ver o que acontece: acompanha-o.
O Santo entra num hospital. Os doentes alvoroçam-se e fazem-lhe festa; muitos o rodeiam, porque o Santo, passando com eles uma hora alegre, lhes reparte presentes e regalos até esvaziar completamente o saco.
— E agora? – pergunta o oficial.
— Agora venha comigo; vamos à igreja rezar por esses infelizes que, lá fora, julgam que têm o direito de ofender a Deus livremente por ser tempo de carnaval.
Santo Afonso Maria de Ligório e o carnaval
“Por este amigo, a quem o Espírito Santo nos exorta a sermos fiéis no tempo da sua pobreza, podemos entender que é Jesus Cristo, que especialmente nestes dias de carnaval é deixado sozinho pelos homens ingratos e como que reduzido à extrema penúria. Se um só pecado, como dizem as Escrituras, já desonra a Deus, o injuria e o despreza, imagina quanto o divino Redentor deve ficar aflito neste tempo em que são cometidos milhares de pecados de toda a espécie, por toda a condição de pessoas, e quiçá por pessoas que lhe estão consagradas. Jesus Cristo não é mais suscetível de dor; mas, se ainda pudesse sofrer, havia de morrer nestes dias desgraçados e havia de morrer tantas vezes quantas são as ofensas que lhe são feitas.

É por isso que os santos, a fim de desagravarem o Senhor de tantos ultrajes, aplicavam-se no tempo de carnaval, de modo especial, ao recolhimento, à penitência, à oração, e multiplicavam os atos de amor, de adoração e de louvor para com o seu Bem-Amado. No tempo do carnaval, Santa Maria Madalena de Pazzi passava as noites inteiras diante do Santíssimo Sacramento, oferecendo a Deus o sangue de Jesus Cristo pelos pobres pecadores. O Bem-aventurado Henrique Suso guardava um jejum rigoroso a fim de expiar as intemperanças cometidas. São Carlos Borromeu castigava o seu corpo com disciplinas e penitências extraordinárias. São Filipe Néri convocava o povo para visitar com ele os santuários e realizar exercícios de devoção. O mesmo praticava São Francisco de Sales, que, não contente com a vida mais recolhida que então levava, pregava ainda na igreja diante de um auditório numerosíssimo. Tendo conhecimento que algumas pessoas por ele dirigidas, que se relaxavam um pouco nos dias de carnaval, repreendia-as com brandura e exortava-as à comunhão frequente.
Numa palavra, todos os santos, porque amaram a Jesus Cristo, esforçaram-se por santificar o mais possível o tempo de carnaval. Meu irmão, se amas também este Redentor amabilíssimo, imita os santos. Se não podes fazer mais, procura ao menos ficar, mais do que em outros tempos, na presença de Jesus Sacramentado ou bem recolhido em tua casa, aos pés de Jesus crucificado, para chorar as muitas ofensas que lhe são feitas.
O meio para adquirires um tesouro imenso de méritos e obteres do céu as graças mais assinaladas, é seres fiel a Jesus Cristo em sua pobreza e fazer-lhe companhia neste tempo em que é mais abandonado pelo mundo. Como Jesus agradece e retribui as orações e os obséquios que nestes dias de carnaval lhe são oferecidos pelas suas almas prediletas!” (Meditações).
CARNAVAL: Semana de FOLIA desenfreada
No tempo do carnaval, Nosso Senhor Jesus Cristo renova a sua sangrenta Paixão; por isso, Ele repete com toda verdade as suas palavras dilaceradoras: “Troçarão de mim, cuspir-me-ão no rosto, matar-me-ão na cruz”.
Todos os pecados de gula não são, porventura, o cálice amargo renovado para Ele?
Todas as imodéstias no vestir, os olhares impuros, as ações obscenas não repetem porventura o despimento  das suas vestes e a sua bárbara flagelação?

E as máscaras que escondem o rosto para não sentir o rubor de certas baixezas, não são semelhantes às vendas por dentro das quais os soldados escondem a cabeça majestosa de Deus, para ficarem mais livres de injuriá-lo?

E toda blasfêmia, e todo grito imundo, e todo riso descomposto, não assemelham às cusparadas com que foi conspurcada a face do Senhor?
Sim! Para Jesus a semana do carnaval é uma nova semana da Paixão; e os pecados do carnaval pesam-lhe nos ombros, como um dia lhe pesou a cruz na qual devia morrer.
Por sorte, neste mundo não há apenas judeus, nem apenas soldados brutais cujo mau coração se alegra com martirizar um inocente, nem todos são como Pilatos, nem todos são como Herodes ou Caifás: há também almas boas, como Verônica, que enxugam o rosto do Salvador das lágrimas e do sangue; há também homens generosos, como Cireneu, que o ajudam a carregar a sua cruz.
Nunca, como na semana do carnaval, Jesus é feito sinal de contradição: de um lado a loucura desenfreada, de outro o amor fiel.
Terrível é a semana do carnaval. Nela as almas, como numa carruagem, voam ansiosas aos prazeres pecaminosos. Do fundo delas uma voz se levanta e protesta: “Pára: na estrada destes divertimentos há estendido o Corpo de Cristo, teu Rei, morto na cruz”. “Não importa! Respondem elas. – Contanto que eu possa desfrutar, avante...!” E passam adiante, e, com o calcanhar pisam as mãos chagadas, os pés chagados e o coração chagado do Crucificado.
Mas é uma necessidade divertirmo-nos um pouco, antes de entrarmos nos dias severos da quaresma. Os que assim argumentam são, pois, aqueles que transgridem todos os jejuns, as penitências e as orações do tempo quaresmal. E, além disso, como podem chamar-se divertimentos as embriaguezes, as noitadas, os bailes e todas as desonestidades com e sem máscara? “Não divertimentos – clama São João Crisóstomo – mas sim, pecados e delitos”.

Bem acertaram os Padres antigos quando disseram que a barafunda do carnaval é uma invenção do diabo. E que os que se chafurdam dentro dela são todos cristãos que, na prática ao menos, querem desbatizar-se. Quando eles foram levados à pia sagrada, o ministro de Deus lhes disse: “Renuncias ao demônio e às suas pompas?” “Renuncio”, foi respondido. Mas eis que nestes dias, muitíssimos arrancam do seu coração as renúncias e o batismo, e, tornados pagãos, lançam-se no culto dos sentidos e nas pompas demoníacas.

Há outros que argumentam assim: “Não acho nada de mal em ir a certas representações, aos clubes dançantes ou cantantes, aos bailes de máscaras...”

Pobres católicos! Mister faz realmente dizer que perderam o senso do bem e do mal.
Tertuliano conta um episódio que pode nos ensinar muitíssimo, mesmo nos nossos dias. Uma senhora, apenas entrando em certo teatro, foi invadida pelo demônio. Arrastada perante o Bispo, este, exorcizando-a, forçou o Espírito maligno a dizer por que ousara molestar aquela mulher, que era boa e religiosa. “Se fiz isto – respondeu o demônio – tinha o direito de fazê-lo. Invadi-a porque  a surpreendi no que é meu” (De Spect., cap. 26).
Pensai então, católicos, que pecado cometem esses pais indignos que levam seus filhos pequenos às reuniões carnavalescas, ou a elas deixam ir suas filhas! Aquelas mães da Síria que lançavam as suas criaturas na boca inflamada do deus Baal, no dia do juízo terão mais misericórdia do que estas mulheres cristãs que lançam seus filhos na boca ardente do fogo eterno.
Elas não têm tempo nem vontade de lavá-las aos Sacramentos de Deus, e, no entanto, permitem que elas vão – ou, pior, as  acompanham – aos sacramentos do demônio. Assim chamava Santo Agostinho aos divertimentos carnavalescos, porque, em vez de nos fazerem amigos de Deus, eles nos fazem amigos do demônio; em vez de nos darem a graça, dão-nos a desgraça; em vez de nos abrirem a porta do Paraíso, escancaram-nos a porta do inferno.
Quanto às máscaras, direi só uma coisa: “A primeira pessoa neste mundo a mascarar-se foi Satanás, quando se disfarçou sob a forma de serpente, para arruinar Eva e todos nós que viemos depois” (Pe. João Colombo).
Santo Ambrósio exortava, no princípio do carnaval, aos católicos do seu tempo da seguinte maneira.
O herói Ulisses, voltando de Tróia conquistada, devia passar pela ilha das sereias: dali elevava-se sempre uma canção fascinante, aliciadora e irresistível. Mas todo nauta que cedia à lisonja daquela música ia à ruína; e o recife já estava todo branco de ossadas humanas. Para vencer a tentação, o astuto herói fez-se amarrar ao mastro da nau, e pediu aos companheiros que não o desamarrassem senão depois de passado o perigo. Só assim pôde salvar e rever Ítaca, seu reino e seu domicílio.
Católicos, o carnaval pode ter para nós uma voz de sereia, irresistivelmente aliciadora: quem cede vai de encontro aos brancos escolhos da eterna ruína. Amarremos nossa alma ao mastro da Cruz da qual pende Deus que morre pela nossa salvação; meditemos o seu gemido e também nós nos salvaremos de todo perigo.
CARNAVAL: água lodosa
Na História Sagrada conta-se o caso de uma cidade onde as águas se haviam tornado lodosas e impotáveis. Os habitantes correram ao profeta Eliseu, que, mandando trazer a si um vaso cheio de sal derramou-o nas fontes poluídas. Desde esse momento as águas tornaram a fluir límpidas e potáveis (2 Rs 2, 19-21).
No tempo do carnaval, as águas do mundo tornam-se realmente lodosas, e exalam miasmas pestíferas de corrupção. Os bons católicos forçados a viver no meio dele estão em grave perigo de contágio, se não recorrerem à desinfecção. E eis que a Santa Igreja imita o gesto do profeta Eliseu, e com maternal preocupação derrama nas almas o sal que purifica e que preserva. Este sal é a lembrança da Paixão de Nosso Senhor.
Num trecho do Evangelho, Nosso Senhor prediz aos Apóstolos a sua crucifixão iminente. O Mestre ia para a Páscoa em Jerusalém, e sabia que fazia uma viagem sem retorno na sua vida. Ao longo da estrada Ele tomou à parte os Doze e levantou para eles o véu que ocultava o seu fim próximo.“Chegado é o momento em que as profecias sobre o Filho do homem devem verificar-se. Dentro em pouco Ele será dado em poder dos romanos: e eis que já vejo que o escarnecem, que lhe cospem no rosto, que o flagelam até o sangue; depois de o flagelarem, conduzem-no à morte. Contudo, não passarão três dias e Ele ressuscitará”.
Destas misteriosas e dolorosas previsões os Apóstolos não compreendiam nada; se alguma coisa compreendiam, não queriam acreditá-la, tanto ela lhes parecia horrível. Eram cegos na alma como o era no corpo o infeliz que eles haviam encontrado nas vizinhanças de Jericó, ao qual Jesus dera a vista com um milagre.
Também os Apóstolos se lhes abririam depois os olhos para entenderem o mistério da cruz. Também os nossos olhos foram abertos à luz da fé. Por isso, na terça-feira, que o mundo chama “gorda” por causa dos prazeres sensuais e das loucas alegrias a que muitos se abandonam, refletindo nas palavras do Senhor sobre a sua paixão, devemos sentir-nos comovidos. Deve jorrar-nos do coração a prece de Santo Agostinho: “Senhor, faze-me sentir toda a tua dor e todo o amor que experimentaste na tua paixão: toda a dor, para que eu aceite toda a minha dor neste mundo; e todo o amor para que eu recuse todo amor mundano”.

Festa da Sagrada Face de Jesus


As Aparições de Jacareí/SP: OITO DE MARÇO DE 2007- CENÁCULO DA FESTA DE NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS NO SANTUÁRIO.
O VIDENTE MARCOS TADEU CANTOU EM HONRA A SAGRADA FACE DE NOSSO SENHOR.



Terço da Sagrada Face de Jesus
INÍCIO
Pai-Nosso... Ave-Maria... Glória ao Pai...
Nas contas Grandes
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo... Assim como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. AMÉM
Nas contas pequenas
Senhor,  mostrai-nos a Vossa Face, e nós seremos salvos!...
Nas três últimas contas
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo... Assim como era no princípio, agora e sempre, e pelos séculos dos séculos. AMÉM


Breve Explicação sobre a Devoção da Sagrada Face
Esta edificante devoção que seria instituída pelo próprio Salvador no dia de Sua morte, imprimindo milagrosamente Sua Imagem Sagrada no Sudário de Verônica, tem tomado nestes últimos tempos um desenvolvimento considerável.
Seja em virtude da decisiva importância que a divina Face teve na vida de Santa Teresinha, ou dos surpreendentes estudos da figura de Jesus na toalha mortuária de Turim, como ainda por causa das recentes revelações a Irmã M. Pierina de Micheli (V 1945), a privilegiada mensageira da Sagrada Face dos dias atuais: é como um sopro divino que passa sobre o mundo para combater os estragos das imagens sedutoras e preservar a humanidade dos castigos da justiça do alto.
As consoladoras promessas de Nosso Senhor, confirmadas por uma feliz experiência, mostram quanto é agradável a Deus e útil às almas e veneração e o culto da Sagrada Face!
E além de tudo: a contemplação do divino Rosto é o meio mais fácil e eficaz de conhecer Nosso Senhor e merecer, como que de imediato, seu amor. Sim, basta contemplá-lo.
Observou a este respeito Madre M. Pierina: “A Sagrada Face é tudo para mim, porque me leva diretamente a seu coração, como se fosse a porta de entrada”. É o que quer dizer também o Papa Pio XII em sua Encíclica Haurietis aquas: “É na Face que se revela o coração”.
Quanto à propagação, escreveu no dia 4 de junho de 1906 o Cardeal Gennari em nome do Papa São Paulo X às Carmelitas de Lisieux, referindo-se à Face da autoria de Madre Genoveva, irmã de Santa Teresinha: “O Santo Padre deseja que esta imagem seja distribuída profusamente por todas as famílias cristãs.  Recomenda S.S. a propagação de seu culto particularmente aos Exmos. Senhores Bispos como a todos os Eclesiásticos e abençoa especialmente todos aqueles que se tornam seus propagadores”.
E neste sentido pronunciou-se também Pio XI dizendo: “Em toda casa e em toda Igreja haja um quadro da Santa Síndone” (Os.Rom. 8-V-1930).
Poderia esta devoção ter encontrado uma interpretação mais autêntica e abençoada? Propaguemos, pois, a imagem adorável do Nosso Salvador! Que cada família a possua!
Zelemos por sua devoção nas terças-feiras! Distribuamos, conforme Nossa Senhora pediu, a nova Medalha e cuidemos da celebração da festa na terça-feira de Carnaval, preparando-nos por uma piedosa novena! Não há dúvida: à vista do exposto, se vê que Deus quer que o mundo de hoje, angustiado como nunca, volte a procurar a Face de Seu Filho, divina fonte da verdadeira paz!


BREVE EXPLICAÇÃO DA DEVOÇÃO À SAGRADA FACE SEGUNDO AS ÚLTIMAS REVELAÇÕES A IRMÃ MARIA PIERINA MICHELI


Irmã Maria Pierina de Micheli tomou o hábito das Filhas da Imaculada Conceição no dia 14 de maio de 1914.
Alma ardente de amor a Jesus e às almas entregou-se desde logo incondicionalmente ao Esposo Divino, e Ele a fez objeto de suas complacências.
Desde criança, praticava atos de reparação, os quais, aos poucos, levaram-na a uma imolação completa de si mesma. Por isso não é de admirar, que, quando menina de 12 anos apenas, na Sexta-feira Santa, na Igreja de São Pedro em Milão, ouvisse uma voz bem clara a dizer-lhe: “Ninguém me dá um beijo de amor na Face, para reparar o beijo de Judas”.
Quando noviça ainda, obteve a licença de fazer a adoração noturna, e quando na noite de Quinta-feira Santa  estava rezando diante do Crucificado, escutou as Palavras:
“Beija-Me!” Irmã Pierina obedeceu sem demora, e seus lábios, em vez de pousar sobre uma face de gesso, sentiram viva a Face de Jesus. A noite inteira passou na Igreja, pois, quando a Madre Superiora ali a encontrou, já era de manhã. O coração abalado com o sofrimento de Jesus, sentiu o desejo de reparar os ultrajes que Ele recebera na Sagrada Face e continua a receber cada dia no Santíssimo Sacramento.
Em 1919, Irmã Pierina é transferida para a casa-mãe em Buenos Aires. Ali, no dia 12 de abril de 1920, quando durante uma oração se queixava de suas aflições, Jesus se lhe manifestou ensangüentado, e com ternura e dor ao mesmo tempo lhe disse: “E Eu, que é que fiz?!” (Para sofrer tanto) “Destas palavras nunca me esquecerei”, escreveu  Irmã Maria Pierina em seu diário.
Mas agora compreendia a devoção a Sagrada Face, que daí em diante se tornou seu livro de meditação.
Em 1921, voltou para Milão, onde continuou a intensificar seu amor a Jesus. Eleita logo depois Superiora da casa de Milão, não tardou a ser nomeada Superiora regional da Itália. Mas, apesar de seus muitos trabalhos, não deixou de ser apóstola da devoção à Sagrada Face, tanto entre suas Irmãs como entre as pessoas conhecidas; contudo, procurando sempre ocultar seus privilégios divinos, dos quais as próprias Irmãs de hábito, raríssimas vezes, foram testemunhas. Irmã Maria Pierina, um dia, até pediu a Jesus que sua vida passasse desapercebida; pedido que lhe foi concedido.
Com o passar dos anos, Jesus se lhe manifestava de vez em quando, ora triste, ora ensangüentado, pedindo sempre reparação. E foi por isso que o desejo de sofrer e de se sacrificar pelas almas cresceu mais e mais no coração de Irmã Maria Pierina.
Durante a oração noturna da primeira sexta-feira da Quaresma de 1936, Jesus, depois de havê-la feito participante das dores da agonia do Getsêmani, disse-lhe, mostrando Sua Face coberta de sangue e tomada de grande tristeza: “Quero que minha Face, que reflete a íntima aflição de Meu ânimo, a dor de Meu coração, seja mais honrada. Quem Me contempla, Me consola!”
Na terça-feira santa daquele ano, Jesus tornou a dizer-lhe: “Cada vez que se contemplar Minha Face, derramarei Meu Amor nos corações, e por meio de Minha Sagrada Face obter-se-á a salvação de muitas almas”.
Na terça-feira santa de 1937, depois de ter sido instruída na devoção à Sagrada Face, conforme ela escreveu, Jesus lhe disse: “ Pode ser que algumas almas receiem que a devoção e o culto da Minha Face venha a diminuir a do Meu Coração. Diga-lhes que, ao contrário, será completada e aumentada. Contemplando Minha Face, as almas participarão de Minhas Dores e sentirão a necessidade de amar e reparar. Pois, não será esta a verdadeira devoção a Meu coração?”
Essas manifestações de Jesus tornavam-se cada vez mais insistentes. Em maio de 1938, quando ela estava rezando, apareceu-lhe sobre o altar numa esfera de luz uma senhora, que tinha na mão um escapulário, firmado de dois paninhos de flanela unido por uma corda. Em um se viu a imagem da Sagrada Face de Jesus com as palavras: “Ilumina Domine, vultum tuum super nos!” (Fazei resplandecer sobre nós, Senhor Vossa Face) (SI 66) e no outro uma hóstia, cercada de raios e com as palavras em volta: “Mane nobiscum, Domine!” (Ficai conosco, Senhor) (Lc 24,29).
Lentamente esta Senhora então se aproximou e lhe disse: “Escuta bem e transmite a teu padre confessor que este escapulário é uma arma de defesa, um escudo de fortaleza, um penhor de misericórdia, que Jesus quer dar ao mundo nestes tempos de sensualidade e de ódio contra Deus e a Igreja. Os verdadeiros apóstolos são poucos. É necessário um remédio divino, e este remédio é a Sagrada Face de Jesus. Todos aqueles, que trouxerem um escapulário como este, e fizerem, sendo-lhes possível, uma visita cada terça-feira ao Santíssimo Sacramento, para reparar os ultrajes que recebeu a Face de meu Filho Jesus durante sua Paixão, e que recebe cada dia no Sacramento Eucaristia, serão fortificados na fé, estarão prontos para defendê-la, e hão de superar todas as dificuldades internas e externas. E além disso terão uma morte serena sob o olhar de meu Filho Divino”.
Também os avisos de Nossa Senhora se tornavam cada vez mais insistentes, e Ela disse que não estava em poder de Irmã Maria Pierina executá-los, e precisava da licença de quem guiava sua alma, e de dinheiro para custear as despesas.
No mesmo ano, Jesus lhe apareceu de novo e, ainda suando sangue, disse com grande tristeza: “Vê como sofro! E por poucos sou compreendido. Quanta ingratidão por parte daqueles que dizem que Me amam! Tenho dado Meu coração como objeto sensibilíssimo de Meu grande Amor pelos Homens, e dou Minha Face como objeto sensível de Minha dor pelos pecados dos homens. Quero que ela seja honrada com uma festa própria na terça-feira da qüinquagésima, festa precedida por uma novena, durante a qual todos os fiéis façam reparação Comigo, unindo-se à participação da Minha dor”.
Em 1939, Jesus lhe disse novamente: “Quero que Minha Face seja venerada particularmente nas terças-feiras”.
Madre Maria Pierina julgava mais urgente o pedido de Nossa Senhora: solicitou por isso logo de seu diretor espiritual a devida licença, e pôs mãos às obra, embora lhe faltassem todos os meios. O fotógrafo Brunnert lhe deu licença para cunhar medalhas conforme o quadro reproduzido por ele da sagrada Síndone de Turim, e em nove de agosto de 1940 recebeu também a devida licença da Cúria de Milão, permitindo fazer medalhas  da Sagrada Face, o que até então era proibido. Mas como executar seu desejo sem recurso algum? Certo dia de manhã, quando Irmã Maria Pierina entrou em seu quarto, encontrou na mesa um envelope, que continha onze mil e duzentas Liras, precisamente a quantia das despesas.
O demônio, enraivecido por isso, atormentou aquela alma para impedir-lhe a divulgação da medalha; jogou-a pelos corredores, pelas escadas e atirou-lhe quadros e imagens da Sagrada Face. Mas Irmã Maria Pierina suportou tudo isso e ofereceu também estes sofrimentos para que a Sagrada Face fosse venerada.
Preocupada por ter mandado fazer medalhas e não escapulários, a Irmã recorreu a Nossa Senhora.
No dia sete de abril de 1943, a Santíssima Virgem lhe apareceu e disse: “Minha filha, não se preocupe, pois o escapulário é substituído pela medalha, com as mesmas promessas e favores. Só resta difundi-las mais ainda. Ora, interessa-me muito a festa da Sagrada Face de meu Divino Filho. Diga-o ao Papa, que esta festa tanto me interessa”. Em seguida abençoou-a e desapareceu.
A mensagem confiada à piedosa Religiosa não podia ser mais suave e precisa; suave com relação à Sagrada Face do Redentor e à Santa Hóstia; preciosa com relação à segura conservação da fé e à morte mais auspiciosa.
A medalha foi cunhada, sendo a primeira enviada ao Santo Padre, gloriosamente reinante. Depois começou a ser distribuída e logo reconhecida como miraculosa. Soldados, burgueses, homens, mulheres, jovens, velhos, crianças, sãos, enfermos, presos, prisioneiros de guerra, cristãos, bêbados: todos experimentaram seu prodigioso efeito. Na terra, no mar, nos aeroplanos, nos submarinos, alcançaram-se graças e milagres sem fim, quase incríveis. Não há notícia de um só condenado à morte que, há notícia de um só condenado à morte que, tendo levado a medalha, tivesse sido executado: todos foram salvos.
Madre Maria Pierina faleceu, unindo-se Àquele que amou tanto, em 26 de julho de 1945. Sua morte não teve as características da morte dos homens em geral; foi uma passagem de amor, como ela mesma escreveu em seu diário no dia 19 de julho de 1941: “Tenho sentido uma imensa necessidade de viver sempre mais unida a Jesus, de amá-lo intensamente, para que minha morte seja uma passagem de amor ao Meu Jesus”.
Para merecer as graças da medalha da Sagrada Face, é preciso trazê-la, e rezar cada dia cinco glórias ao pai... Em honra da Divina Face. Fazendo assim, com certeza absoluta terá, cedo ou tarde, a prova de trazer consigo um poderoso escudo de proteção.


REVELAÇÕES PARTICULARES REFERENTES À SAGRADA FACE


Muito me agrada a difusão que fazes de minha imagem. Abençoarei particularmente as famílias em cuja casa minha Face é venerada. Nesses lares, os pecadores se converterão, se Me contemplarem; os bons se aperfeiçoarão e os tíbios se tornarão fervorosos.
Abençoarei seus interesses, tomarei providências quanto a seus problemas, e os ajudarei em suas necessidades, tanto espirituais como materiais. “Ao contemplar-Me dizei: misericórdia, Jesus, compadecei-Vos de nós e do mundo inteiro” (dito no dia 20 de abril de 1968, conforme o livro Pensieri e riflessioni, nº III, p.55, editado pela casa “Madre Del Divino Amore”, Viale Lunigiana, 30 – Milano).
“Desejo que faças uma grande difusão de minha Imagem. Quero entrar em cada família e converter os corações mais duros. Leva-Me aos hospitais, as casa de caridade, às escolas e aos asilos, e fala a todos de meu amor, que é infinito. Eu te ajudarei a encontrar novos apóstolos. Eles serão meus eleitos, e como prediletos terão um lugar especial em meu coração. Suas famílias serão abençoadas, como também seus múltiplos afazeres. Cumprir-se-á o que disse no Santo Evangelho: será concedido tudo a quem em primeiro lugar procurar o Reino de Deus e sua Justiça” (dito no dia 25 de abril de 1969, conforme se lê na página 4 do livro Preghiamo insieme, editado pela casa acima indicada.)
“Aqueles que se empenham em propagar a minha devoção rezem a seguinte consagração:  Ó Bom Jesus, que quereis salvar o mundo de hoje com aquele infinito amor com que foi criado e redimido, incluí-me também no número daqueles que querem trabalhar pelo triunfo de vosso Reino de amor na terra.
Receba para este fim a total entrega de todo o meu ser. Disponde de mim. Quero difundir a imagem de vossa Divina Face, para que em todas as almas vossa imagem se renove.
Jesus, operai milagres de conversão! Chamai apóstolos desta nova era, que por sua vez se encarreguem desta nova missão. Que ondas de vosso misericordioso amor se espalhem sobre o mundo inteiro, e afundando e destruindo os males, renovem a terra, e façam os homens, ao sentir seus corações tomados de caridade, voltarem a viver o Santo Evangelho à luz deste Sol que é Vossa “Face”.
Santa Teresinha
Stª Teresinha foi inscrita na confraria aos doze anos. Viveu sua vida conventual sob a égide da Santa Face. É seu segundo nome adotivo. “ Tua face é minha única pátria”.
Introduziu suas noviças nesta devoção. Levou consigo até a morte uma foto ee uma mecha de cabelo da Irmã Maria de São Paulo.
Maria Pierina de Micheli, 1890 1945

Oração à Sagrada Face
(Composta por Santa Teresinha)

Ó Jesus, que na Vossa crudelíssima Paixão Vos tornastes “opróbrio dos homens, e o homem das dores”, eu adoro Vossa divina Face sobre a qual resplandecem a beleza e ternura da Divindade e que agora se tornou para mim como a face de um “leproso” (Is 53,4).
Mas sob estes traços desfigurados reconheço Vosso infinito amor e ardentemente desejo amar-Vos e fazer-Vos amar por todos os homens.
As lágrimas que com tanta abundância correram de Vossos olhos se me afiguram quais pérolas preciosas, que eu quisera recolher para, com seu valor infinito, resgatar as almas dos pobres pecadores.
Ó Jesus, Vossa Face é a única beleza que encanta meu coração, de boa mente quero, renunciar na terra à doçura de Vosso olhar e ao inefável ósculo de Vossa boca divina, mas suplico-Vos , imprimi em meu coração Vossa divina imagem, e inflamai-me com Vosso amor, a fim de que possa um dia contemplar Vossa Face gloriosa no céu. Amém!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

14 DE FEVEREIRO - ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE PELLEVOISIN - DE NOSSA SENHORA DAS ROSAS À VIDENTE ESTELE FAGUETTE




Pelevoisin - (França) - 1876

Nossa Senhora
de
Pellevoisin











A vidente
Estela Faguette nasce em 12 de Setembro de 1839. É ela que, aos 11 anos, na aldeia onde nasceu, leva o pendão de Nossa Senhora na procissão que festeja a proclamação do Dogma da Imaculada conceição, proclamado por Pio X em 8 de Dezembro de 1854. Ninguém imagina que, 22 anos depois, será ela que irá ser encarregada de proclamar as glórias de Maria no mundo inteiro.
Quando Estela tem 14 anos, o pai, devido aos negócios que correm mal, está na miséria. A família desloca-se para Paris e é Estela quem tem de ajudar materialmente o pai. Frequenta as Irmãs de S. Vicente de Paulo e a sua devoção a Maria é já bem visível. Aos 17 anos, entra para a congregação das irmãs Agostinhas de Hôtel-Dieu onde permanece três anos, dedicando-se aos mais necessitados. Ao fim deste tempo, tem de deixar a vida religiosa para de novo vir em auxílio dos pais. Vai servir para casa da família De La Rochefoucauld. A condessa encontra nela todas as qualidades para lhe entregar todo o tipo de responsabilidades.
Os condes, na estação quente, deixam Paris e vão instalar-se na sua casa de verão a três quilómetros de Pellevoisin, pequena aldeia dos arredores de Châteauroux.



Vidente Estelle Faguette aos pés de Nossa Senhora em Pellevoisin
Casa da Vidente Estelle Faguette - local das Aparições
Casa da Vidente Estelle Faguette - local das Aparições

Capela de Pellevoisin





Túmulo da Vidente Estelle Faguette




15 aparições da Virgem a Estelle Faguette, em 1876

Primeira Aparição de Nossa Senhora à Vidente Estelle Faguette

Primeira aparição
14 de Fevereiro de 1876: Aparição do demónio e, depois, da Virgem.
Desde há meses que Estela luta contra um grave tuberculose, rodeada de afeição e de bons cuidados. Está grata à condessa "a quem devo um pouco da minha resignação." Ela que dizia tantas vezes: "Minha pobre Estela, para sofrer assim tanto tempo, mais valia que Deus vos levasse, porque tudo leva a crer que nunca vos haveis de curar".
O sacramento da Extrema Unção dá-lhe uma serenidade total: "Nesse dia fiquei mais calma e disse muitas vezes: meu Deus, vós sabeis melhor que eu o que me é preciso, fazei o que vos agradar, apenas concedei que eu faça o meu sacrifício generosamente".
Aparição de Satanás
Na noite de 14 de Fevereiro de 1876, está esgotada. É perto da meia-noite. Uma personagem sinistra "de noite à procura da caça", apresenta-se junto da cama da moribunda; quer aproveitar-se do seu extremo cansaço.
Ela mesma conta: "De repente, o diabo apareceu ao pé da minha cama. Ó! Como tive medo. Era horrível, fazia-me caretas quando me apareceu a Virgem do outro lado da cama".
"Maria traz na cabeça um lenço muito branco"
Diz a Satanás:
Que fazes aqui? Não vês que Estela está revestida da minha libré (escapulário).
E tu, Estela, não tenhas medo, sabes bem que és minha filha!



A doença de Estela
Os pais de Estela vêm instalar-se em Pellevoisin em 1866. Ficam mais perto da filha que acompanha sempre a família de La Rochefoucauld a Poiriers-Montbel, durante a estação quente. Ficará mais barato viver em Pellevoisin do que em Paris. Quando a doença de Estela se agrava no Outono de 1875, a condessa atrasa o sua ida para a cidade.
Em Fevereiro de 1876, assuntos importantes esperam-na em Paris. Não pode demorar mais. Arranja uma casa perto da igreja e do cemitério de Pellevoisin onde instala confortavelmente Estela. Os pais Faguette, que moram em Pellevoisin desde há dez anos, vêm morar com a filha; poderão assim prestar-lhe mais facilmente os cuidados de que necessita. O seu estado físico é de tal forma desesperado, que o conde e a condessa compram, antes de partirem para Paris, um lugar no cemitério de Pellevoisim, para a sepultura da sua "criada" tão apreciada.
Em 14 de Fevereiro, o Dr. Hubert confirma as aparências: "Não tem mais que 4 a 5 horas de vida". Estela tem pelo menos a consolação de ver os pais instalados na mesma casa que ela, nos seus últimos momentos.
Estela Faguette não goza pois de boa saúde. Esta fraqueza física não é estranha à sua saída da comunidade com a idade de 20 anos. Os bons cuidados prestados pela condessa de La Rochefoucauld e a força de vontade de Estela triunfam temporariamente: durante onze anos, a sua dedicação é sem falha. Mas eis que em 29 de Agosto de 1875, o Dr. Bucquoy confirma que está gravemente atingida: sofre de "tuberculose pulmonar, de peritonite aguda e dum tumor abdominal." As lesões do pulmão progrediram de tal forma que se tornou contagiosa. O seu estado é tão grave que não pode mais trabalhar.
Estela tem 32 anos e não tenciona capitular tão facilmente. Decide recorrer aos meios extremos. Escreve directamente à Virgem. Entrega a carta à menina Reiter que vai colocá-la no parque do castelo, entre as pedras da gruta dedicada a Nossa Senhora de Lourdes. A resposta à carta chegará a Pellevoisin na noite de 14 par 15 de Fevereiro de 1876. Foram precisos cerca de seis meses para que a Virgem respondesse à carta de Estela, datada de Setembro de 1875.
Texto integral da carta de Estela Faguette dirigida à Virgem Maria em Setembro de 1875:
"Ó minha boa Mãe, eis-me de novo prostrada a vossos pés. Não podeis recusar ouvir-me. Não esquecestes que sou vossa filha, que vos amo. Concedei-me, pois, pelo vosso divino Filho, a saúde do corpo, para sua glória.
Olhai a dor de meus pais, sabeis bem que não me têm senão a mim como recurso. Não poderei acabar a obra que comecei? Se não puderdes, por causa dos meus pecados, obter-me a cura completa, podereis ao menos obter-me um pouco de força para poder ganhar a vida e a de meus pais. Bem vedes, minha boa Mãe, eles estão em vésperas de ter de mendigar o pão, não posso pensar nisso sem ficar profundamente aflita.
Recordai-vos dos sofrimentos que suportastes, na noite do nascimento do Salvador, quando fostes obrigada a ir de porta em porta pedindo asilo! Recordai-vos também do que sofrestes quando Jesus foi colocado na Cruz! Tenho confiança em vós, minha boa Mãe, se quiseres, o vosso Filho pode curar-me. Ele sabe que desejei vivamente ser do número das suas esposas e que foi para lhe ser agradável que sacrifiquei a minha existência pela minha família que tanto precisa de mim.
Dignai-vos escutar as minhas súplicas, minha boa Mãe, e transmiti-las ao vosso divino Filho. Que Ele me devolva a saúde se for do seu agrado, mas que seja feita a sua vontade e não a minha. Que pelo menos me conceda a resignação total aos seus desígnios e que isso sirva à minha salvação e à de meus pais. Possuís o meu coração, Virgem Santa, guardai-o sempre e que ele seja o penhor do meu amor e do meu reconhecimento pela vossa maternal bondade. Prometo-vos, minha boa Mãe, se me concederdes as graças que vos peço, de fazer tudo quanto de mim depender para vossa glória e do vosso divino Filho.
Tomai sob a vossa protecção a minha querida sobrinha e colocai-a ao abrigo dos maus exemplos. Fazei, ó Virgem Santa, que vos imite na vossa obediência e que um dia possua convosco, Jesus, na eternidade."
Estela Faguette

A sobrinha de Estela Faguette
No final desta carta, Estela coloca sob a protecção de Maria a sua pequena sobrinha.
Estela tinha duas irmãs, uma mais velha 3 anos, Genoveva, e outra mais nova que ela, Agostinha.
Genoveva Faguette Petitot morrre em 24 de Novembro de 1864 com 24 anos, deixando dois filhos: Eugénio morre a 20 de Fevereiro de 1865, com 13 meses.
A menina, Estela Petitot, tem 5 anos quando morre a mãe Genoveva Faguette Petitot.
É nesta altura que Estela Faguette toma a seu cargo a sobrinha que fica a morar com os pais. Estela com o seu salário sustenta o pai, a mãe e a sobrinha, "a pequena Estela", que habitam todos em Pellevoisin. No momento das aparições, Estela Petitot tem 17 anos e Estela Faguette pô-la como aprendiza em Paris, por 18 meses.
Depois desta aprendizagem, a pequena Estela volta a Pellevoisin, para casa dos pais Faguette e aí ficará até aos 22 anos.
Aos 22 anos, deixa a casa e não mais voltará. O lar Petitot, infeliz e desunido, foi para Estela Faguette causa de muita angústia e decepção. Ela que tanto tinha sofrido pela sua querida pequena sobrinha.

Segunda aparição
Maria anuncia três acontecimentos importantes.
O primeiro: durante cinco dias consecutivos, virei ver-te;
O segundo: sábado, morrerás ou ficarás curada;
O terceiro: se o meu Filho te conceder a vida, publicarás a minha glória.
Estela Faguette vai receber a visita de Maria quinze vezes no decorrer do ano de 1876.
As cinco primeiras aparições acontecem em cinco dias consecutivos, e segundo a própria Virgem:
Sofrerás ainda cinco dias, em honra das cinco chagas de meu Filho.
2ª aparição: 14 de Fevereiro de 1876
Maria aparece cinco vezes a meio da noite, em 14, 15, 16, 17, 18 de Fevereiro de 1876. A presença de Satanás que tinha sido importante no dia 14, torna-se cada vez mais discreta nos dias seguintes, de forma que no dia 18, está totalmente ausente. Inversamente, durante este tempo, a Virgem torna-se cada vez mais maternal: "Aproxima-se do meio da minha cama".
Estela: "Estou ainda muito perturbada com os pecados que cometi no passado e que aos meus olhos eram faltas ligeiras."
Virgem Maria:
As poucas boas acções e algumas orações fervorosas que me dirigiste tocaram o meu coração de mãe, estou cheia de misericórdia.
Estela fica estupefacta por ver que o pouco bem que fazemos, compensa a ingratidão das nossas faltas, por causa da bondade de Deus e da sua Mãe Misericordiosa.
Virgem Maria:
Recebi a tua carta. Vais ficar curada.
Terceira aparição
A partir de terça-feira, 15 de Fevereiro 1876, Estela sabe que será curada. Está tão pronta para morrer que fica decepcionada com a notícia.
Estela: "Mas, minha boa Mãe, se pudesse escolher, gostaria de morrer enquanto estou bem preparada."
Virgem Maria:
Ingrata! Se o meu Filho te devolve a saúde, é que tens necessidade. Se o meu Filho se deixou tocar, foi por causa da tua grande resignação e paciência. Não lhe percas o fruto por causa da tua escolha.
Quarta aparição: 16 de Fevereiro de 1876
Virgem Maria:
Essas poucas boas acções e algumas orações fervorosas que me dedicaste, tocaram o meu coração de Mãe; entre outras, essa pequena carta que me escreveste em Setembro de 1875. O que mais me tocou, foi esta frase: vede a dor dos meus pais se viesse a faltar-lhes. Estão em vésperas de mendigar o pão. Recordai-vos que também sofrestes quando Jesus vosso Filho foi posto na Cruz. Mostrei esta carta a meu Filho.
Em 14 de Fevereiro, Estela ouviu dizer-lhe:
Se o meu Filho te der a vida, quero que publiques a minha glória.
Escreve nas suas memórias: "Fiquei surpreendida, quando respondi excitada: mas, como hei-de fazer? Não sou grande coisa, não sei o que poderei fazer."
Quinta aparição: 17 de Fevereiro de 1876, Maria intervém:
Não tive tempo de dizer como fazer (…) Faz todos os esforços.
Sexta aparição: em 18 de Fevereiro de 1876, acrescentou:
Se quiseres servir-me, sê simples e que as tuas acções correspondam às tuas palavras. É possível salvar-nos em todas as condições; onde estás, podes fazer muito bem e podes publicar a minha glória.
O que mais me aflige é a falta de respeito que têm pelo meu Filho na Santa Comunhão, e a atitude de oração que tomam, quando o espírito está ocupado com outras coisas. Digo isto para as pessoas que pretendem ser piedosas. Publica a minha glória, mas antes de falares, espera o conselho do teu confessor e director; terás emboscadas, hão-de tratar-te de visionária, exaltada, louca, não prestes atenção a nada disto, sê fiel, eu te ajudarei.
No fim da aparição de 18 de Fevereiro de 1876:
Estela sofria horrivelmente: o coração batia-me com tanta força que pensava que me ia sair do peito. O estômago e a barriga também me doíam muito. Era-me impossível levantar a mão direita. Depois dum momento de repouso, senti-me bem. Perguntei que horas eram: era meia-noite e meia. Sentia-me curada, excepto o braço direito.
Sétima aparição em 1 de Julho de 1876
Maria:
Calma minha filha, paciência, terás sofrimentos mas eu estou aqui.
Oitava aparição em 2 de Julho de 1876
Maria:
Não temas nada, fica calma.
Nona aparição em 3 de Julho de 1876
Maria:
Queria que ainda ficasses mais calma.
10ª aparição em 9 de Setembro de 1876
Maria:
Ficaste privada da minha visita em 15 de Agosto. Não tinhas suficiente calma. Tens mesmo o carácter do francês: quer saber tudo antes de aprender e compreender tudo antes de saber.
11ª aparição em 15 de Setembro de 1876
Maria:
Vou ter em conta os esforços que fizeste para estares calma. Não é só para ti que o peço, mas também para a Igreja e para a França. Na Igreja não há essa calma que eu desejo.
12ª aparição em 19 de Setembro de 1876
Estela: "Tinha visto sempre aquela pequena coisa sem saber o que era, porque até aí tinha-a visto totalmente branca. Ao levantá-la, vi um coração vermelho que sobressaía muito bem. Pensei imediatamente que era um escapulário do Sagrado Coração."
Maria disse, agarrando-o:
Gosto desta devoção.
13ª aparição em 1 de Dezembro de 1876
Maria trazia mais uma vez o escapulário.
14ª aparição em 8 de Dezembro de 1876
Maria:
Tu mesma vais ter com o Prelado e vais mostrar-lhe o modelo que fizeste. Diz-lhe que te ajude com todo o seu poder e que nada me será mais agradável que ver esta libré em cada um dos meus filhos. Aplicar-se-ão a reparar os ultrajes que o meu Filho recebe no sacramento do seu amor. Vê as graças que derramarei sobre aqueles que o trouxerem com confiança e que te ajudarão a propagá-lo.
15ª aparição em 3 de Julho de 1876.
No final do dia, Estela vê de novo a Santíssima Virgem. Esta chega muito tarde e "não fica senão alguns minutos".
Maria:
Não te fixei a hora a que viria, nem o dia. Não vou ficar senão por alguns minutos.
Maria parece chegar duma recepção importante e quer partilhar a sua alegria com Estela.
Maria:
Vim acabar a festa.
Estela: Não sabia que festa era. Perguntei no dia seguinte ao Prior que me respondeu que era em Lourdes, a coroação de Nossa Senhora de Lourdes.

Reconhecimento pela Igreja
Na verdade, o arcebispo de Bourges, D. de la Tour d'Auvergne, foi o primeiro a reconhecer o escapulário, em 12 de Dezembro de 1876. De seguida, Leão XIII também o reconheceu.
Estela é recebida em audiência por Leão XIII em 30 de Janeiro de 1900. Este papa que, entre 1 de Setembro de 1883 e 8 de Setembro de 1901, publicou 15 encíclicas sobre o Rosário, está bem informado sobre os acontecimentos de Pellevoisin. Aproveita pata pedir detalhes sobre as alusões de Maria relativamente à Igreja e à França.
Em 4 de Abril de 1900, três meses depois da audiência de Estela, a Congregação dos ritos, a pedido do papa, autoriza oficialmente para toda a Igreja, o escapulário do Sagrado Coração, tal como a Virgem o trazia em Pellevoisin.
Bento XV acrescenta:
«Acredito que as origens são boas e podemos dizer que Pellevoisin é um lugar especialmente escolhido pela Virgem para aí derramar as suas graças (17 de Outubro de 1915).

Um exvoto
Desde a primeira aparição, em 14 de Fevereiro de 1876, a Virgem aponta para que se deverá conservar a memória destas aparições. Ao ver a placa de mármore branco colocada diante dela, Estela Faguette identifica-a como sendo um exvoto, quer dizer, um testemunho pelo favor obtido. A primeira preocupação de Estela é saber onde colocarão esse exvoto.
Estela: Mas, minha boa Mãe, onde deveremos colocá-lo? Será em Nossa Senhora das Vitórias em Paris ou em Pellevoi…? Não me deu tempo de acabar Pellevoisin sem que me respondesse:
Maria:
Em Nossa Senhora das Vitórias têm bastantes marcas do meu poder, ao passo que em Pellevoisin não há nada. Têm necessidade de estimulantes.
Tinha nos quatro cantos, botões de rosa em ouro. No cimo estava um coração de ouro inflamado com uma coroa de rosas, trespassado com uma espada.
Eis o que lá estava escrito:
Invoquei Maria do mais fundo da minha miséria. 

Ela obteve de seu Filho a minha cura total.

A humilde Estela Faguette morreu com 86 anos e repousa no cemitério de Pellevoisin, não longe do túmulo de Georges Bernanos. No seu túmulo, duas palavras: "Sê simples".




Pellevoisin, a Lourdes da região do Berry
Nossa Senhora de Pellevoisin manifesta sua misericórdia incomensurável e sua poderosa intercessão junto a Deus, pedindo a propagação de um Escapulário do Sagrado Coração de Jesus
Nelson Ribeiro Fragelli
Imagem representando a aparição
A Santíssima Virgem apareceu 15 vezes, em 1876, na pequena cidade de Pellevoisin, diocese de Bourges, no Berry, centro da França. A vidente, Estelle Faguette, foi miraculada durante as aparições. Gravemente doente, desenganada pelos médicos, sua cura causou espanto e admiração em todo o país.
Estelle nasceu em 1843, de pais muito pobres. Sempre adoentada, levava uma vida simples, de empregada doméstica. Aconselhada por seu confessor, que era pároco da Madeleine, em Paris, passou algum tempo entre as freiras agostinianas, servindo como enfermeira no Hôtel-Dieu, grande hospital da capital. Podia assim, simultaneamente, cuidar dos doentes e ser cuidada. Entretanto sua saúde, cada vez mais fraca, levou-a a interromper o noviciado em 1863.
Sempre muito piedosa, uma religiosa apresentou-a à família La Rochefoucauld, que a empregou no castelo de Poiriers-Montbel, a três quilômetros de Pellevoisin. Para grande alívio de seus pais, ela passou a receber um salário, vital para o sustento da família. Estelle conservou grande admiração por seus patrões. Em sua doença, eles cuidaram dela “com grande dedicação”, segundo suas palavras. A bondade da condessa de La Rochefoucauld consolou-a sempre.
Enferma havia mais de 10 anos, a doença se agravou em junho de 1875. De acordo com declarações de seus médicos — Dr. Benard e Dr. Hubert, ambos de Buzançais –– Estelle sofria de tuberculose, peritonite aguda e de um tumor abdominal. Em 10 de fevereiro de 1876, a morte estava próxima: ela não teria vida por mais do que algumas horas, afirmou o Dr. Benard.
Primeira aparição
Estelle Faguette
Ocorreu então a primeira das 15 aparições de Nossa Senhora, na noite fria de 14 a 15 de fevereiro. Já desenganada pelo médico, Estelle esperava resignadamente a morte. Entre orações e lembranças da vida passada, renovava a cada instante o oferecimento a Deus de seu último sacrifício.
De repente, do lado direito de sua cama ela viu uma forma humana horrível, ameaçadora, que agarrou seu leito e o sacudiu violentamente. Estelle não duvidou tratar-se do próprio demônio. Mas o demônio ali presente, no momento da morte? A visão aterrorizante parecia-lhe uma promessa do inferno. Foi tomada de pânico, enquanto a besta humana rugia.
Porém, nesse instante de confusão e terror, Maria Santíssima apareceu, com beleza indescritível, toda de branco, com um longo véu caindo até os pés. Seu olhar se dirigiu à enferma com bondade indizível. Em seguida, fixou o demônio e disse: O que fazes aqui? Não vês que ela está vestida com o hábito que Eu e meu Filho divino lhe demos? Mencionando o hábito, Nossa Senhora se referia à sua medalha, que Estelle sempre usava. O demônio fugiu, não suportando o olhar de Maria.
Nossa Senhora disse então à sua filha: Não tenhas medo! Sabes que és minha filha. Ânimo e paciência. Meu Filho vai se deixar tocar. Sofrerás ainda cinco dias em honra das cinco chagas de meu Filho. Sábado próximo morrerás ou serás curada. Para a cura, Nossa Senhora estabeleceu uma condição: Se meu Filho te conceder a vida, anunciarás minha glória.
Perguntando-se o que poderia significar o anúncio da glória de Maria, Estelle viu junto a Nossa Senhora uma placa de mármore branco, na qual estava gravado o Imaculado Coração de Maria. Vindo-lhe ao espírito a pergunta se deveria colocar essa placa na igreja de Notre Dame des Victoires ou em Pellevoisin, a Virgem lhe disse: Em Notre Dame des Victoires já existem muitas marcas de meu poder. Em Pellevoisin, não. Os fiéis daqui têm necessidade de mais ânimo. Estelle prometeu então fazer tudo pela glória de Nossa Senhora. Nesse instante cessou a visão.
Evidentemente, ela narrou tudo a seu pároco no dia seguinte. Este ouviu pacientemente, mas dado o estado agônico de sua penitente, julgou tratar-se de alucinação.
Segunda aparição
Na noite seguinte, 15 a 16 de fevereiro, o demônio voltou a aparecer. Desta vez ele guardou certa distância, temeroso de aproximar-se da cama, como se um impedimento o retivesse. Mesmo assim, a visão era terrificante. Nossa Senhora logo apareceu, e estabeleceu-se um diálogo com a vidente:
–– Não temas, estou aqui. Meu Filho teve piedade de ti. Serás curada sábado e anunciarás minha glória.
–– Mas, minha Mãe bondosa, já que estou bem preparada, não é melhor que eu morra?
–– Ingrata, se meu Filho te salva, é porque tens necessidade da vida. O que de mais precioso deu Ele aos homens nesta Terra? Ele te conservará a vida, mas não creio que te poupará de sofrimentos. Não, sofrerás e muitas serão tuas penas. O sofrimento dá méritos à vida. Foi tua grande resignação e paciência que tocaram o coração de meu Filho. Não percas o fruto que escolheste.
Nesse instante Estelle viu, uma a uma, suas faltas passadas. Faltas que, no entanto, ela considerava sem importância. Nossa Senhora desapareceu deixando-a imersa em profunda contrição, pois compreendeu que mesmo os pecados veniais são severamente detestados por Nossa Senhora.
Terceira aparição
Oratório onde Estelle deixou a carta para Nossa Senhora
Na terceira aparição o demônio ainda precedeu Nossa Senhora, mas estava ainda mais distante de Estelle, que o viu vagamente, discernindo sobretudo seus gestos de ódio.
Com a recordação muito viva dos pecados vistos na noite anterior, Estelle foi tomada de temor em presença da Imaculada, que no entanto a tranqüilizou: Ânimo, minha filha, tudo isso passou, tua resignação resgatou tuas faltas passadas. Maria lhe fez ver seus atos de virtude e falou-lhe dos grandes desejos que lhe vão no coração: a santificação dos bons; a conversão dos pecadores; a prática da bondade e da amenidade de uns com os outros. E acrescentou: Sou toda misericordiosa, obtendo tudo de meu Filho. Tuas boas ações e fervorosas orações tocaram meu Coração materno. Na pequena carta que me escreveste em setembro, sobretudo esta frase tocou-me particularmente: ‘Vede a situação de meus pais, caso eu venha a morrer. Eles teriam que pedir esmolas. Lembrai-vos de vossos sofrimentos quando vistes Jesus, vosso Filho, cravado na cruz’. Mostrei essa carta a meu Filho. Teus pais necessitam de ti. De agora em diante, trata de ser fiel. Não percas as graças que te são dadas, e anuncia minha glória.
Quarta aparição
Uma quarta vez apareceu-lhe Maria, entre 17 e 18 de fevereiro, repetindo o que anteriormente lhe dissera. Nossa Senhora parecia querer deixar bem claro a recomendação deanunciar sua glória, e para isso torna a dizer-lhe: Faze todo esforço.
Quinta aparição
Na sexta-feira, 18 de fevereiro, o estado de saúde de Estelle tinha se agravado muito. Pe. Salmon, seu confessor, julgando-a no extremo da vida, dispõe-se a ouvir sua confissão. A enferma se recusou, dizendo que só se confessará depois de sua cura, que ela espera para o dia seguinte. O Padre se retirou, certo de que seria chamado durante a madrugada para assistir a moribunda. Tal não aconteceu.
Às seis horas da manhã o Pe. Salmon foi ver Estelle. Encontrou-a ainda no leito, e, para sua surpresa, viva. Celebrou a Missa em seu quarto, na presença de outras pessoas. Terminada a Missa, perguntou a Estelle como se sentia. Ela fez o sinal da Cruz, com o braço direito inteiramente cicatrizado, levantou-se e vestiu-se sozinha, radiante de saúde. Toda a cidade de Pellevoisin foi vê-la. Os médicos que a julgaram condenada atestaram sua cura total e completa. O atestado do Dr. Bucquoy, da Academia de Medicina de Paris, foi decisivo para a comissão que em 1877 examinou o caso. E a cura não foi passageira, Estelle viveu em boa saúde até a idade de 86 anos.
Mas o que se dera durante a noite? Nossa Senhora aparecera mais uma vez, postando-se bem mais próximo do leito de Estelle. A placa de mármore também fez parte desta visão, mas agora com uma inscrição: Invoquei Maria no auge de minha miséria, e Ela obteve de seu Filho minha cura total. Seguia-se a assinatura: Estelle F. Um coração traspassado por um gládio e cercado de rosas aparecia na parte superior. Estelle prometeu a Maria lutar sempre por sua glória. Nossa Senhora lhe recomendou: Se queres servir-me, sê simples; e que teus atos correspondam às tuas palavras”.
Estelle perguntou-lhe se deveria tornar-se religiosa, e a Virgem respondeu: Pode-se salvar em todas as condições. Podes fazer muito bem e anunciar minha glória tal como és. O que me aflige é a falta de respeito por meu Filho na Santa Eucaristia e a atitude de distração com outras coisas, que se toma na oração. Digo isto para as pessoas que pretendem ser piedosas. Estelle perguntou se deveria transmitir aos outros o que acabava de ouvir, e Maria respondeu: Sim, sim, anuncia minha glória, mas antes de falar, espera conselho de teu confessor e diretor espiritual. Sofrerás ciladas, tratar-te-ão de visionária, de exaltada, de louca. Eu te ajudarei.
Pedido de conversão
Escapulário recomendado por Nossa Senhora
Uma vez curada, Estelle lançou-se ao trabalho pela glória de Maria, tal como Ela lhe havia pedido. Afligindo-se com suas imperfeições na execução desse santo trabalho, Nossa Senhora apareceu-lhe uma sexta vez, durante a oração do Rosário: Calma, minha filha. Paciência. Terás sofrimentos, mas estarei sempre aqui.
Na festa da Visitação da Santíssima Virgem, 2 de julho, Nossa Senhora lhe apareceu pela sétima vez, às 23:30h. A Mãe de Deus estava cercada de rosas de todas as cores, particularmente brancas, vermelhas e amarelas. Foram três curtas aparições, parecendo simbolizar os três terços do Rosário. Tens anunciado minha glória. Continua. Meu Filho tem almas prediletas. Seu Coração tem tanto amor pelo meu, que nada lhe recusa. Por meu intermédio Ele tocará os corações mais empedernidos.
Estelle queria ainda pedir um sinal do poder da Santíssima Virgem, mas não conseguia exprimir-se adequadamente. Nossa Senhora, lendo-lhe o pensamento, disse: Tua cura não é uma das maiores provas de meu poder? E acrescentou: Vim para a conversão dos pecadores.
A necessária paz de alma
No dia seguinte Nossa Senhora apareceu mais uma vez, cercada de rosas. Estelle a esperava com certa agitação, e Nossa Senhora a repreendeu docemente: Gostaria que fosses mais calma. Eu não tinha marcado dia nem hora em que voltaria. Necessitas de repouso. Ficarei apenas alguns minutos.
A nona aparição deu-se em 9 de setembro. Nossa Senhora insistiu ainda sobre a calma e a tranqüilidade de alma. “Foste privada de minha presença em 15 de agosto, porque não tinhas suficiente calma. Tens bem o caráter francês, que deseja saber tudo em lugar de aprender, e compreender tudo antes de saber. Ainda ontem eu quis vir, mas tiveste que ficar sem minha presença. Esperava de ti este ato de submissão e de obediência. Há muito tempo os tesouros de meu Filho estão abertos”.
Nesse instante Nossa Senhora lhe deu o escapulário do Sagrado Coração de Jesus, tirando-o de seu peito: Tenho predileção por esta devoção, e nela serei honrada. Nossa Senhora, apóstola da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, trazia consigo esse escapulário, e nos recomendou o coração que tanto amou os homens. A Virgem Santíssima portava também esse escapulário quando apareceu pela décima vez, e não o deixará mais. Eram três horas da tarde, soaram as Vésperas, e Ela disse antes de desaparecer: Que todos rezem.
A décima primeira aparição se deu em presença de 15 pessoas. Era uma sexta-feira, 15 de setembro. Nossa Senhora apareceu com as mãos juntas, em oração. Sei que fizeste grande esforço para conservar-te calma. Não é apenas para ti que peço a calma, mas para toda a Igreja e a França. A Igreja não goza dessa paz que eu desejo. Após profundo suspiro, acrescentou: Que todos rezem e tenham confiança em mim. França — o que não fiz por ela? Quantas advertências! E assim mesmo ela recusa ouvir. Não posso mais conter meu Filho. E terminou acentuando especialmente estas palavras: A França sofrerá.
Futuros sofrimentos
Santuário em Pellevoisin
Passaram então diante dos olhos de Estelle vários quadros nunca antes vistos: soldados em uniforme azul, desconhecidos dela, usando capacetes “em forma de caldeirão”, segundo sua expressão. Estavam entrincheirados. Mais tarde, em 1914, durante a Grande Guerra, ela reconheceu aqueles soldados.
Num segundo quadro, ela via combates de rua entre civis e soldados. Maria lhe disse então: Coragem e confiança. Tanto pior para os que não acreditarem. Eles reconhecerão mais tarde a veracidade de minhas palavras.
Na aparição de 1º de novembro de 1876 (décima segunda), não houve palavras. Maria manifestou apenas terna bondade em relação à vidente. A seguinte aparição (décima terceira) se deu em presença de uma religiosa, enquanto Estelle rezava o terço: Eu te escolhi. Escolho os pequenos e fracos para minha glória. Coragem: o tempo das provas vai começar. Dito isto, a Virgem cruzou os braços sobre o peito e desapareceu.
Na décima quarta aparição, Nossa Senhora lhe falou no sábado, 11 de novembro de 1876, por volta das 4 horas da tarde, em presença de cinco pessoas, quanto ela rezava seu Rosário. Nossa Senhora lhe disse: Não perdeste teu tempo hoje; trabalhaste por mim. De fato, Estelle tinha bordado um escapulário, e a Virgem acrescentou: É preciso fazer muitos outros.
Difusão do escapulário
Imagem e círio vocativo
A festa da Imaculada Conceição foi escolhida por Nossa Senhora para sua 15ª e última aparição. Foi a mais importante de todas, tendo-se dado perante 15 pessoas. Pouco depois de meio-dia Estelle foi a seu quarto, agora transformado em oratório, com permissão do bispo. Nossa Senhora lhe apareceu mais bela do que anteriormente, cercada de rosas: Minha filha, lembra-te de minhas palavras.De todas as palavras de Nossa Senhora, as que mais marcaram Estelle naquele momento eram: Sabes que és minha filha. Eu sou toda misericórdia e senhora de meu Filho. O que mais me aflige é a falta de respeito por meu Filho na Santa Comunhão e a atitude de distração com outras coisas, que se tem na oração. Seu Coração tem tanto amor pelo meu, que nada lhe recusa. Por meu intermédio Ele tocará os corações mais empedernidos. Vim especialmente para a conversão dos pecadores. Há muito tempo os tesouros de meu Filho estão abertos. Que rezem. Tenho predileção por esta devoção. Aqui serei honrada. Não é apenas para ti que peço a calma, mas para toda a Igreja e a França. Eu te escolhi. Escolho os pequenos e fracos para minha glória. E recomendou: Repete-as sempre. Que elas [as palavras] te fortifiquem e te reconfortem na hora da provação. Não me reverás mais.
A vidente mostrou-se perturbada por estas últimas palavras. Nossa Senhora acrescentou então de modo profundamente materno: Estarei invisivelmente a teu lado. Estelle viu então ao longe, à esquerda da visão, pessoas com gestos ameaçadores. Mas também, em outro plano, pessoas que pareciam boas. Maria, referindo-se ao grupo da esquerda, disse: Não os temas. Eu te escolhi para dar-me glória e propagar esta devoção. Estelle, vendo que Nossa Senhora segurava o escapulário, pediu-o como presente, e a Virgem ordenou: Levanta-te e oscula-o. Tendo feito o que a Virgem lhe disse, exclamou: Osculei verdadeiramente um coração de carne, senti o calor e as pulsações.
Nossa Senhora lhe disse então para apresentar ao bispo aquele modelo de escapulário, e exprimiu o desejo de que todos o portem, a fim de reparar os ultrajes sofridos pelo Santíssimo Sacramento. Em sinal das graças dadas aos que o portam, Nossa Senhora fez cair de suas mãos uma chuva abundante: Essas graças são de meu Filho. Colho-as em seu Coração. Ele não pode me recusar.
Estelle perguntou o que conviria representar do outro lado do escapulário, e ouviu esta resposta singular: Quero que tu decidas. Submeterás tua idéia, e a Igreja decidirá. E afastando-se, acrescentou: Coragem. Se ele não conceder o que pedes (Nossa Senhora se referia ao bispo) e puser dificuldades, irás além. Nada temas, eu te ajudarei.
Com estas palavras, Nossa Senhora encerrou as aparições.
Reconhecimento da Igreja
Papa Leão XIII
Ainda em 1876, com licença eclesiástica, o quarto das aparições foi transformado em oratório, e pouco depois em capela. No ano seguinte foi erigida aConfraria da Mãe de Todas as Misericórdias, elevada à dignidade de Arquiconfraria em 1894, por Leão XIII. O mesmo Papa ofereceu um círio a essa capela, concedendo indulgências aos peregrinos. Em 1904, o Cardeal Merry del Val ofereceu a São Pio X um livro recentemente publicado sobre as aparições. O Pontífice enviou sua bênção em testemunho de sua acolhida favorável, e também recebeu Estelle em março de 1912. Em 1922, Pio XI concedeu aos párocos de Pellevoisin o poder de impor o escapulário do Sagrado Coração de Jesus (nona aparição), bem como o de conceder indulgências. Em 1979, o Cardeal Ciappi OP, mestre do Palácio Apostólico, entregou a João Paulo II o livro sobre o centenário das aparições. Em 1983, a comissão teológica que analisou os relatórios médicos a respeito da cura de Estelle concluiu seus trabalhos. O arcebispo de Bourges, Dom Paul Vignancour, com base nessas conclusões, reconheceu oficialmente o milagre, um grande milagre.




14 de Fevereiro

Cinco anos depois da aparição da Virgem Maria em Pontmain, Ela tornou a ser vista na França. A escolhida foi Estrela Faguette, uma serviçal do palácio dos condes da La Rochefoucauld, situado no pequeno vilarejo de Pellevoisin. Cristã fervorosa, aos dezoito anos ouviu ingressou na Ordem das Agostinianas Hospitaleiras. Mas dois anos depois, em 1863, por motivo de doença foi obrigada a sair do convento.

No ano seguinte, foi contratada para trabalhar no palácio e a cuidar da educação de crianças. No início de 1876, Estrela, então com trinta e três anos, agonizava no leito vitíma de tuberculose pulmonar e óssea.

Na noite de 14 de fevereiro, sentindo a morte se aproximar, implorou à Deus forças para aceitá-la, pois deixaria seus pais e um primo sem proteção. Como em uma alucinação viu uma criatura horrível no pé de sua cama. Não teve tempo de se aterrorizar, porque no mesmo instante, a Virgem Maria lhe apareceu com uma grinalda de rosas e um escapulário no peito. A criatura era o próprio anjo caído que sumiu ante a presença da Mãe de Deus.

Nossa Senhora lhe disse para ter coragem e paciência, pois seu filho Jesus estava cuidando especialmente dela. Antecipou à Estrela que sofreria por mais cinco dias, em honra das cinco feridas de seu amado Filho. Passado o tempo previsto, Estrela foi totalmente curada. Foram quinze aparições, como os Mistérios do Rosário, de 14 de fevereiro até 08 de dezembro, dia de celebração da Imaculada Conceição de Maria.

Deixou várias mensagens:

'Eu sou toda misericórdia e senhora de meu Filho';

'O coração do meu Filho me ama tanto que não pode refutar nenhum dos meus pedidos';

'Os tesouros de meu Filho estão abertos à todos';

'Eu recomendo a paz, não apenas para você, mas para a Igreja e para a França';

'Vim para a conversão dos pecadores';

'Escolhi os pequenos e os fracos'...

Na última aparição, permitiu que Estrela se aproximasse para beijar o escapulário que trazia no peito e lhe assegurou com estas palavras: 'Tu não me verás mais, mas estarei invisível sempre perto de ti'. Em seguida, lhe confiou a missão de ir até o Papa Leão XIII e conseguir sua ajuda para difundir a devoção do escapulário do Sagrado Coração de Jesus, semelhante àquele que beijara.

Somente em 1900, a vidente Estrela Faguette foi convocada para uma audiência com o Papa Leão XIII, que autorizou o culto ao escapulário.

A mensagem de Nossa Senhora de Pellevoisin foi toda centrada na mediação misericordiosa de Maria, enquanto se revelou toda Mãe e Misericórdia para nós míseros pecadores.

O lugar das aparições em Pellevoisin é hoje a capela do convento das Irmãs Dominicanas, meta de peregrinação dos cristãos e devotos marianos do mundo todo.