ARAUTOS DA RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ

Desde o dia 7 de fevereiro de 1991, Nossa Senhora Rainha e Mensageira da Paz, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Amantíssimo Coração de São José,o Divino Espírito Santo, os Santos e os Anjos, aparecem frequentemente na cidade de Jacareí-SP, Brasil, ao Vidente Marcos Tadeu Teixeira, e fazem a humanidade um último apelo à conversão.

“DEUS está visitando a Terra nestes últimos tempos nas Minhas Aparições, de uma forma nunca vista! Está perto de vós... Está ao alcance de vossos corações! Ele vem como o Rei de Majestade, mas a Sua voz é como a de um pobre peregrino; que pede um pouco de amor, que pede um pouco de atenção, que pede que entregueis as vossas vidas completamente a Ele... Não defraudeis o SENHOR! Não o decepcioneis fugindo dEle, fugindo de Sua vontade ou do plano que Ele tem para vós! As Minhas Aparições são o último chamamento que o SENHOR faz para vós! Atendei ao Seu chamado, escutai a voz do SENHOR que vos chama em cada palavra de Minhas Mensagens! "(Nossa Senhora, Jacareí-SP, 2007)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Aniversário da VIRGEM MARIA! HOJE 5 DE AGOSTO!!!!

FELIZ ANIVERSÁRIO MADRECITA!!!
Alegrem Céus e Terra!!!
Pois hoje nasceu a Maior Maravilha das Mãos de DEUS, sua OBRA PRIMA, nossa CORREDENTORA, nossa MEDIANEIRA, nossa MÃE tão amada!!!!
Obrigada Senhor por nos ter dado tão caro Tesouro! Obrigada por nos fazer conhecer as Aparições de Jacareí e suas Riquezas!!!!
LOUVADOS SEJAM OS SAGRADOS CORAÇÕES PARA SEMPRE!!!!

Nas Aparições de Oliveto Citra - Itália, Medjugorje - Bósnia Herzegovina e Jacareí - Brasil Nossa Senhora revelou aos Seus videntes a verdadeira data de Seu nascimento, 5 de agosto. Segue o relato de como se deu o Seu Glorioso Nascimento segundo as revelações contidas no livro Mística Cidade de Deus.
 
CAPÍTULO 21
 FELIZ NASCIMENTO DE MARIA SANTÍSSIMA
SENHORA NOSSA. OS FAVORES QUE LOGO RECEBEU DO
ALTÍSSIMO. O NOME QUE LHE DERAM NO CÉU E NA
TERRA.

Nascimento de Maria
326. Chegou para o mundo o alegre dia do feliz parto de Sant'Ana, e nascimento daquela que vinha santificada e consagrada para Mãe do mesmo Deus. Sucedeu este nascimento aos oito dias de setembro, passados nove meses comple­tos, depois de concepção da alma santíssima de nossa Rainha e Senhora.
Sua mãe Ana foi prevenida por interior ilustração, na qual recebeu aviso do Senhor que chegara a hora do parto. Ouviu sua voz, cheia de gozo do divino Espírito, e prostrada em oração pediu ao Senhor que a assistisse com sua graça e proteção para o feliz sucesso de sua ma­ternidade.
Sentiu o natural movimento que acontece cm tal caso, e a mais que ditosa menina Maria foi, por virtude e providên­cia divina, arrebatada num altíssimo êxtase. Abstraída de todas as operações sensitivas, nasceu ao mundo sem o co­nhecer pelos sentidos, pois por eles poderia ter notado, já que possuía o uso da razão. O poder do Altíssimo dispôs daquele modo, para que a princesa do céu não percebesse o próprio nascimento.

Maria, aurora da graça
327. Nasceu pura, limpa, formo­sa e cheia de graças, publicando por elas que vinha livre da lei e tributo do pecado. Em substância, nasceu como os demais filhos de Adão, mas com tais condições e particularidades da graça, que este nasci­mento foi admirável milagre para toda a natureza e eterno louvor de seu Autor.
Despontou, pois, este divino luzeiro no mundo às doze horas da noite, começando a separar a noite e trevas da antiga lei, do novo dia da graça que já queria amanhecer.
Envolveram-na em panos e foi tratada como as demais crianças, aquela que tinha sua mente na Divindade, e como infante, quem em sabedoria excedia a to­dos os mortais e aos mesmos anjos. Não consentiu sua mãe que outras mãos cui­dassem da menina, e com as suas a envolveu em mantilhas. Seu estado não lhe foi impedimento, porque foi isenta das onerosas conseqüências que ordinaria­mente sofrem as outras mães em seus partos.
Oração de Sant'Ana
328. Recebeu Sant'Ana em suas mãos aquela que, sendo sua filha, era ao mesmo tempo o maior tesouro do céu e da terra entre as puras criaturas, inferior so­mente a Deus e superior a toda a criação.
Com fervor e lágrimas a ofereceu a Deus dizendo interiormente: Senhor de infinita sabedoria e poder, Criador de tudo quanto existe: ofereço-vos o fruto do meu seio, recebido de vossa bondade, com eterno agradecimento por mo terdes dado sem eu tê-lo podido merecer. Na filha e mãe cumpri vossa vontade santíssima e do alto de vosso trono e grandeza olhai para nossa pequenez.
Sede eternamente bendito por terdes enriquecido o mundo com criatura tão agradável ao vosso beneplácito, e porque Nela preparastes a morada e tabernáculo (Sb 9,8) para o Verbo Eterno residir. A meus santos pais e profetas dou felicitações e neles a toda a linhagem hu­mana, pelo seguro penhor que lhes dais de sua redenção.
Entretanto, como tratarei aquela que me dais por filha, se não mereço ser sua serva? Como tocarei a verdadeira arca do testamento? Dai-me, Senhor e Rei meu, a luz que necessito para conhecer vossa vontade, e executá-la para vosso agrado e serviço de minha filha.

Resposta do Senhor
329. Respondeu o Senhor no ín­timo da santa matrona, que exteriormente tratasse a divina menina como sua filha, sem mostrar-lhe reverência, mas que con­servasse em seu coração essa reverência. No mais, cumprisse com as obrigações de verdadeira Mãe, criando sua filha com solicitude e amor.
Assim fez a feliz mãe, usando deste direito e permissão, sem perder a devida reverência, deliciava-se com sua Filha Santíssima, tratando-a e acarician-do-a como as outras mães, mas atenta à grandeza do tão oculto e divino segredo que entre ambas havia.
Os anjos de guarda da meiga menina, com grande multidão de outros deles, a reverenciaram nos braços de sua mãe e lhe entoaram celestial música, da qual ouviu um pouco a ditosa Ana.
Os mil anjos nomeados para a custódia da grande Rainha, ofereceram-se e dedicaram-se ao seu serviço. Foi esta a primeira vez que a divina Senhora os viu em forma corpórea, com as divisas e ves­tes que explicarei noutro capítulo (1). A Menina pediu-lhes louvassem com Ela, e em seu nome, ao Altíssimo.
S. Gabriel anuncia ao limbo o nasci­mento de Maria
330. No momento em que nas­ceu nossa princesa Maria, o Altíssimo enviou o santo Arcanjo Gabriel para par­ticipar aos santos pais do limbo esta tão alegre nova para eles.
O embaixador celestial desceu logo, iluminando aquela profunda caver­na e alegrando aos justos nela detidos. Noticiou-lhes que já começava a amanhe­cer o dia da eterna felicidade e redenção do gênero humano, tão desejado e esperado pelos santos e vaticinado pelos pro­fetas. Já nascera a futura Mãe do Messias prometido, e muito em breve veriam a salvação e glória do Altíssimo.
Deu-lhes notícia o santo Prínci­pe, das excelências de Maria Santíssima e do que a mão do Onipotente começara a fazer por Ela, para conhecerem melhor o ditoso principio do mistério que poria fim à sua prolongada prisão.
Todos aqueles pais, profetas e demais justos que estavam no limbo ale­graram-se em espírito, e com novos cânticos louvaram o Senhor por este be­nefício.
A Menina é levada ao céu
331. Havendo-se passado rapi­damente o que disse a respeito do nascimento de nossa Rainha, conheceu Ela com os sentidos a seus pais naturais e outras criaturas, e este foi o primeiro passo de sua vida ao nascer neste mun­do. O poderoso braço do Altíssimo começou a operar Nela novas maravilhas, acima de todo o pensamento humano. A primeira e mais estupenda foi enviar inu­meráveis anjos para que levassem ao céu empíreo, em corpo e alma, a eleita para Mãe do Verbo eterno.
Obedeceram esta ordem os san­tos príncipes. Tomaram a Menina Maria dos braços de sua mãe Sant’Ana e, or­denados em solene procissão, conduziram com cânticos de incomparável júbilo a verdadeira arca do Novo testamento. Ela iria permanecer algum tempo, não na casa de Obededon, mas no templo do sumo Rei dos reis e Senhor dos Senhores, onde mais tarde seria colocada eternamente. Do mundo ao supremo céu, este foi o segundo passo da vida de Maria San­tíssima.

Os anjos reconheceram Maria por sua Rainha
332. Quem poderá dignamente exaltar este maravilhoso prodígio da des­tra do Onipotente? Quem dirá o gozo e admiração dos espíritos celestiais, ao verem e celebrarem com novos cânticos aquela tão nova maravilha entre as obras do Altíssimo?
Ali reconheceram e reverencia­ram a sua Rainha e Senhora, escolhida para Mãe Daquele que seria sua cabeça, causa da graça e da glória que possuíam, pois as deviam aos méritos de Cristo, previstos na divina aceitação.
Mas, que língua ou que pensa­mento mortal pôde entrar no segredo do coração daquela tenra Menina, no suces­so e feitos de tão peregrino favor? Deixo-o à piedade católica, e muito mais aos que no Senhor o conhecerão, e a nós quando por sua misericórdia infinita chegarmos a gozá-lo face a face.
Maria      a   Deus   claramente   pela primeira vez
333. Pela mão dos anjos entrou a menina Maria no céu empíreo. Prostrada, pelo afeto, na presença do real trono do Altíssimo, verificou-se então, ao nos­so modo de entender, a realidade do que antes aconteceu em figura entre Betsabé (3Rs 2, 19) e seu filho Salomão. Estando este em seu trono a julgar o povo de Is­rael, entra Betsabé. O monarca levanta-se do trono para receber sua mãe, e com reverência, deu-lhe a honra e o assento de rainha a seu lado.
O mesmo, e mais gloriosa e admiravelmente fez a pessoa do Verbo eterno com a menina Maria, que escolhera para mãe. Recebeu-a em seu trono, dando-lhe a seu lado lugar de Mãe e Rainha da criação, ainda que por então Ela desconhecesse a própria dignidade e a finalidade de tão inefáveis mistérios e favores.
Insuficientes seriam suas forças para recebê-los, se não fossem conforta­das pela virtude divina. Para tanto, foram-Ihe dadas novas graças e dons para elevar suas potências. Para as interiores, além de nova graça e luz com que foram preparadas, Deus as elevou e proporcio­nou ao objeto que lhe seria manifestado. Comunicando-lhe a luz da glória, desco­briu sua Divindade e lha manifestou intuitiva e claramente em grau altíssimo. Foi esta a primeira vez que a alma santíssima de Maria viu a beatíssima Trin­dade com visão clara e beatífica.
Maria pede a encarnação do Verbo
334. Da glória que nesta visão recebeu a menina Maria, dos mistérios que lhe foram revelados, dos efeitos que redundaram em sua alma puríssima, foi testemunha somente o autor de tão inau­dito milagre, e a admiração dos anjos que, em Deus, conheciam algo deste mistério.
Estando a Rainha à destra do Senhor, que seria seu Filho, e vendo-o face a face, pediu-lhe com mais êxito do que Betsabé (3Rs 2, 21) que desse à in-tata sunamita Abisaí, sua inacessível Divindade, à natureza humana sua irmã; descesse do céu ao mundo e celebrasse o matrimônio da união hipostática na pessoa do Verbo; cumprisse desse modo sua palavra, tantas vezes dada aos ho­mens por meio dos antigos patriarcas e profetas.
Pediu-lhe apressasse a salvação do gênero humano por tantos séculos es­perada, pois multiplicavam-se os pecados e a perda das almas. Ouviu o Altíssimo esta súplica que lhe era agradável, e prometeu à sua Mãe, melhor que Salomão à sua, que logo cumpriria suas promessas e desceria ao mundo, encarnando-se para redimi-lo.
Deus impõe-lhe o nome de Maria
335. Determinou-se naquele di­vino consistório e tribunal, dar nome à Menina rainha. Como nenhum é legítimo e adequado se não o que é posto no ser imutável de Deus, onde com equidade, peso, medida e infinita sabedoria se dis­pensam e ordenam todas as coisas, quis Sua Majestade dá-lo por si mesmo, no céu.
Manifestou aos espíritos an­gélicos que as três divinas pessoas haviam decretado e formado os dulcíssimos no­mes de Jesus e Maria, para Filho e Mãe, ab initio ante saecula. Que desde toda a eternidade haviam se comprazido neles, gravando-os em sua memória eterna e ten­do-os presentes em todas as coisas a que haviam dado existência, pois para o servi­ço deles tinham sido criadas.
Conhecendo estes e outros mis­térios, os santos anjos ouviram sair do trono a voz do Pai Eterno que dizia: -Nossa eleita chamar-se-á Maria, e este nome há de ser maravilhoso e magnífico. Os que o invocarem com devoção recebe­rão copiosíssimas graças, os que o pronunciarem com reverência serão con­solados, e todos acharão nele alívio para suas dores, tesouros com que se enrique­cerem, luz para serem guiados à vida eterna. Será terrível contra o inferno, es­magará a cabeça da serpente e obterá insignes vitórias contra os príncipes das trevas.
Mandou o Senhor aos espíritos angélicos que participassem este ditoso nome à Sant’Ana, para ser realizado na terra o que fora confirmado no céu. A divina Menina prostrada pelo afeto ante o trono, deu humildes graças ao Ser eter­no e com admiráveis e dulcíssimos cantos recebeu o nome.
Se se quisesse escrever as prer­rogativas e graças que lhe concederam, seria mister compor livro separado em maiores volumes.
Os santos anjos reverenciaram de novo, no trono do Altíssimo, a Maria Santíssima por futura Mãe do Verbo, sua Rainha e Senhora. Veneraram seu nome, prostrando-se ao ser pronunciado pela voz do eterno Pai, particularmente os que o levavam sobre o peito como divisa. To­dos cantaram louvores por mistérios tão grandes e ocultos, mas a Menina Rainha ignorava a causa de quanto presenciava, porque não lhe seria manifestada sua dig­nidade de Mãe do Verbo até o tempo da Encarnação.
Com o mesmo júbilo e reverên­cia, voltaram os anjos a pô-la nos braços de Sant’Ana, a quem foi oculto este su­cesso e a ausência de sua filha, pois fora substituída por um dos seus anjos da guarda, com um corpo aparente.
Além disso, enquanto a divina Menina esteve no céu empíreo, teve sua mãe Ana um êxtase de altíssima contem­plação. Nele, ainda que ignorava o que se passava com sua Menina, lhe foram manifestados grandes mistérios da digni­dade da Mãe de Deus para a qual sua filha era escolhida. A prudente matrona con­servou-os sempre em seu coração, meditando-os para, de acordo com eles, proceder com sua filha.
O nascimento de Maria, alegria para o céu e a terra
336. Aos oito dias do nascimento da grande Rainha, desceram das altu­ras multidão de anjos formosíssimos e roçagantes. Traziam um brasão no qual vinha gravado e resplandecente o nome de MARIA. Manifestando-se à ditosa mãe Ana disseram-lhe que o nome de sua filha era o que traziam. Que a divina providên­cia lho havia dado e ordenava que ela e Joaquim o impusessem logo.
Chamou a santa seu esposo e conferiram a vontade de Deus em dar à sua filha o nome, que o feliz pai aceitou com júbilo e devoto afeto. Resolveram convidar os parentes e um sacerdote e com muita solenidade e suntuoso ban­quete puseram o nome de Maria à recém-nascida. Os anjos o celebraram com dulcíssima e sublime harmonia, ouvida somente por mãe e filha santíssima.
Deste modo recebeu nossa Prin­cesa o nome que lhe foi dado pela Santíssima Trindade, no céu no dia em que nasceu, e na terra oito dias depois. Foi inscrito no registro dos demais, quan­do sua mãe foi ao Templo para cumprir a lei, como se dirá.
Este foi o singular nascimento que até então o mundo jamais vira, nem de pura criatura pôde haver outro semelhan­te. Foi o mais ditoso que a natureza conheceu, pois uma criancinha de um dia não somente pura das imundícies do pe­cado, mas ainda mais santa que os supremos serafins.
O nascimento de Moisés, notá­vel pela beleza e graça do menino (Ex 2, 2), não passou de aparência transitória.
Oh! quão formosa sois nossa grande Menina! (Ct 7, 6). Toda formosa e suavíssima em vossas delícias, porque tendes todas as graças e formosuras, sem vos faltar nenhuma!
O prometido nascimento de Isaac, concebido por mãe estéril, foi riso (Gn 21, 6) e alegria para a casa de Abraão. Sua importância, porém, lhe provinha da participação de nossa Menina rainha, a quem se referia toda aquela tão desejada alegria. Se aquele parto foi admirável e de tanto gozo para a família do Patriarca, era por ser o exórdio do nascimento de Maria dulcíssima. Neste se devem alegrar céu e terra, pois nasce aquela que há de restau­rar o céu e santificar o mundo.
Quando nasceu Noé (Gn 5, 29) consolou-se Lamec, seu pai, porque aque­le filho seria o chefe em quem Deus ia assegurar a conservação da linhagem hu­mana pela arca, e a restauração de suas bênçãos, desmerecidas pelos pecados dos homens. Tudo isso, porém, realizou-se para nascer no mundo esta Menina, que seria a verdadeira Reparadora, a mística arca que guardou o novo e verdadeiro Noé, trazendo-o do céu para. encher de bênçãos a todos os moradores da terra.
Oh! ditoso nascimento! Fostes o maior aprazimento dos que em todos os séculos passados recebera a Santíssima Trindade. Gozo para os anjos, refrigério para os pecadores, alegria dos justos e singular consolo aos santos que te espe­ravam no limbo!
337. Oh! preciosa e rica pérola, que viestes à luz na grosseira concha des­te mundo! Oh! grande Menina que sendo apenas notada pelos olhos terrenos, aos do supremo Rei e seus cortesãos excedes em dignidade e grandeza a tudo quanto não é o mesmo Deus!
Todas as gerações te bendigam. Todas as nações reconheçam e louvem tua graça e formosura. A terra seja ilumi­nada por este nascimento, os mortais se alegrem por lhes ter nascido a reparadora, que encherá o caos no qual os lançou o primeiro pecado. Bendita e exaltada seja vossa dignação comigo, que sou o mais baixo pó e cinza.
Se me derdes licença, Senhora minha, para falar em vossa presença, vou expor-vos uma dúvida, que se me depa­rou no mistério do vosso admirável e santo nascimento, a respeito do que o Altíssimo vos concedeu na hora em que vos colo­cou à luz material do sol.
A escritora pede esclarecimentos
338. A dúvida é a seguinte: como se há de entender que fostes com o corpo, por mão dos santos anjos, até o céu empíreo e gozastes da visão da Divinda­de?
Segundo a doutrina da santa Igreja e seus doutores, o céu esteve fe­chado e interdito aos homens, até que vosso Filho Santíssimo o abriu com sua vida e morte. Como Redentor e cabeça entrou nele quando ressuscitado. A ele subiu no dia de sua admirável ascensão, e foi o primeiro para quem se abriram aquelas portas eternas, até então fecha­das pelo pecado.
RESPOSTA E DOUTRINA DA RAINHA DO CÉU.
O pecado fechou o céu para os homens
339. Caríssima filha, é verdade que a divina justiça fechou o céu aos mortais desde o primeiro pecado, até que meu Filho Santíssimo o abriu, satisfazen­do superabundantemente, pela sua vida e morte, a dívida dos homens.
Deste modo foi conveniente e justo que o mesmo Redentor, cabeça que havia unido a si os membros redimidos, para os quais abriu o céu, fosse o primeiro entre os filhos de Adão a nele entrar. Se não existira o pecado, não fora necessário observar essa urdem pura os homens su­birem ao gozo da divindade no céu empíreo. Em vista da queda do gênero humano, determinou a Santíssima Trinda­de o que agora sucede.
Este grande mistério foi encerra­do por David no salmo 23, v. 7 quando, falando com os espíritos celestiais, disse duas vezes: - Abri, príncipes, vossas por­tas, levantai-vos, portas eternas, para entrar o Rei da glória. Disse aos anjos que as portas eram deles, porque só para eles estavam abertas, a para os homens fecha­das.
Aqueles cortesãos celestes não ignoravam que o Verbo humanado já lhes havia tirado os cadeados e ferrolhos da culpa, e que subia rico e glorioso com os despojos da morte e do pecado, estrean­do o fruto de sua paixão, na glória dos santos pais do limbo que levava consigo. Com tudo isto, perguntam-se os anjos ad­mirados e suspensos pela maravilhosa novidade: (SI 23, 8) - Quem é este Rei da glória, homem da mesma natureza daquele que perdeu para si e para toda a linhagem humana o direito de entrar no céu?
Cristo abriu o céu pela redenção
340. Eles mesmos responderam à dúvida, dizendo que é o Senhor forte e poderoso nas batalhas, o Senhor das vir­tudes, o Rei da glória. Mostravam entender que aquele homem, chegado à terra para abrir as portas eternas, não era apenas homem, nem estava compreendi­do na lei do pecado, mas era homem e Deus verdadeiro. Forte e poderoso na batalha, vencera o forte armado (Le 11, 22) que reinava no mundo, despojando-o de seu reino e de suas armas.
Era o Senhor das virtudes (SI 23, 10) porque as havia praticado como Senhor delas, com absoluto domínio, sem a contradição do pecado e seus efeitos. Se­nhor das virtudes e Rei da glória, vinha triunfante, distribuindo virtudes e glória a seus redimidos. Enquanto homem pade­cera e morrera por eles, e enquanto Deus, os elevava à Eternidade da visão beatífica. Quebrava os eternais ferrolhos e obstá­culos que lhes pusera o pecado.
Para a Imaculada o céu esteve sempre aberto
341.  Tudo isto foi realizado por meu querido Filho. Deus e homem verda­deiro. Senhor das virtudes e da graça, quis elevar-me e adornar-me com elas desde  o  primeiro  instante  de  minha Imaculada Conceição. Não me havendo tocado o óbice do primeiro pecado, não tive o impedimento dos demais mortais para entrar por aquelas portas etemas do céu, e o braço poderoso de meu Filho agiu comigo como Senhora das virtudes e Rainha do céu.
Pelo fato de que se faria homem, vestindo-se de minha carne e sangue, quis sua benignidade, de antemão, fazer-me sua semelhante na pureza, isenção da culpa, e em outros dons e privilégios. Como não fui escrava da culpa, praticava as virtu­des, não como dependente delas, mas como Senhora, com domínio e sem con­tradição. Nisto não me assemelhava aos filhos de Adão, mas ao Filho de Deus que também era meu Filho.
Os anjos reconhecem os privilégios de Maria
342.  Por esta razão, os espíritos celestiais me abriram as portas etemas, que eles consideravam suas, reconhecen­do que o Senhor me criara mais pura que os supremos anjos do céu, para Rainha e Senhora deles e de toda as criaturas.
Além disso, o autor da lei pode dispensá-la sem se contradizer. Assim o fez comigo o Supremo Senhor e Legisla­dor, estendendo o cetro de sua clemência, mais do que Assuero a Ester (Est 4, 11): as leis relativas à culpa, comuns aos ou­tros, não atingiram a mim que seria Mãe do Autor da graça. Ainda que eu, pura criatura, não poderia merecer estes bene­fícios, contudo a bondade divina inclinou-se liberalmente, e olhou sua hu­milde serva, para que eternamente louvasse o Autor de tais favores. Quero que também tu, minha filha, o enalteças e o bendigas.
Oferta matutina
343. Já que, com liberal piedade, te escolhi por discípula e companheira. sendo tu pobre, desamparada e desvalida, a doutrina que te dou agora é a seguinte: põe todo o esforço em praticar o exercício que fiz durante toda minha vida desde que nasci. Nunca o omiti, por mais cuidados e trabalhos que tivesse.
Ao amanhecer de cada dia, pros-trava-me na presença do Altíssimo e lhe dava graças e louvores pelas infinitas perfeições de seu Ser imutável, e por me haver criado do nada. Reconhecendo-me criatu­ra sua bendizia-o, adorava-o, dando-lhe honra, magnificência e divindade, como a supremo Senhor e Criador meu, e de tudo quanto existe. Elevava meu espírito para colocá-lo em suas mãos e com profunda humildade e submissão, nelas me aban­donava. Pedia-lhe que usasse de mim conforme sua vontade, naquele dia e em todos os que me restassem de vida, ensi-nando-me o que fosse de seu maior agrado para cumpri-lo.
Devoção ao nome de Maria
344. Do meu dulcíssimo nome serás muito devota. Quero que saibas te­rem sido tantas as prerrogativas e graças que lhe concedeu o Todo-poderoso, que ao conhecê-las na visão da divindade, fiquei empenhada e cuidadosa para lhe corresponder. Sempre que me ocorria à memória MARIA - e era muitas vezes - e quando ouvia-me nomear, despertava-me a gratidão e o desejo de realizar árduas empresas para o serviço do Senhor que mo dera.
O mesmo nome tens tu, e na de­vida proporção, quero produza em ti os mesmos efeitos, e que me imites pontual­mente na doutrina deste capítulo, sem fal­tar, desde hoje, por razão nenhuma.
Se por fraqueza te descuidares, volta logo à presença do Senhor e minha, contrita reconhece e confessa tua culpa. Com este cuidado, e repetindo muitos atos deste santo exercício, evitarás imperfei­ções e te irás acostumando ao mais elevado das virtudes e do agrado do Altíssimo.
Ele não te negará sua divina gra­ça para o praticares, se fores fiel à sua luz. O mais agradável e desejável aos teus e meus afetos, seja estar atenta a ouvir e obedecer ao teu Esposo e Senhor. Ele quer de ti o mais puro, santo e perfeito, e a vontade pronta e diligente para executá-lo.